SOS Funeral completa dez anos e contabiliza pico de atendimentos durante pandemia

A média mensal de atendimentos saltou de 200 para 600 em abril e maio deste ano. Em junho, o serviço retornou aos números anteriores, com 234 atendimentos

Manaus – Prestes a completar dez anos de atuação nesta segunda-feira (20), o serviço SOS Funeral, da Prefeitura de Manaus, foi essencial às famílias em vulnerabilidade social durante a pandemia do novo coronavírus. A média mensal de atendimentos saltou de 200 para 600 em abril e maio deste ano. Em junho, o serviço retornou aos números anteriores, com 234 atendimentos.

O SOS Funeral foi instituído pelo Decreto nº 0605 e é o único serviço público de Manaus dedicado ao atendimento de ocorrências de óbitos, remoção, doação de urna funerária, isenção de taxa de sepultamento e translado fúnebre, para pessoas que não têm condições de arcar com as custas do enterro de seu ente familiar.

“É uma década de serviço às famílias em situação de vulnerabilidade social, de acolhimento em um momento tão difícil, que é a perda de um ente querido. Manaus é uma das poucas cidades no Brasil a oferecer esse serviço, que foi de total importância durante a pandemia do novo coronavírus, com o atendimento superior a mil famílias. ”, destacou a primeira-dama Elisabeth Valeiko Ribeiro, que também preside o Fundo Manaus Solidária e está na fase final do tratamento contra a Covid-19, juntamente com o prefeito Arthur Virgílio Neto.

Serviço completa dez anos nesta segunda-feira, 20 (Foto: Divulgação)

Responsável pelo SOS Funeral, a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) fez o comparativo dos números apresentados antes, durante e após o pico da pandemia da Covid-19. Entre os principais pontos estão remoções de corpos, deslocamentos e concessões e doações de urnas.

Abril e maio marcaram o pico da pandemia em Manaus e também nos atendimentos do serviço SOS Funeral. Nesses meses, foram contabilizadas 1.299 remoções e concessões de urnas, além de 3.897 deslocamentos entre casa, hospitais e cemitérios.

O elevado número de atendimentos foi destacado pela diretora do departamento de Proteção Social Básica, Lenise Trindade. “Em dez anos de operação nunca havíamos tido um atendimento mensal de quase 700 casos como tivemos em abril, nem quando houve, em outros momentos, um grande número de mortes na cidade”, contou, acrescentando, ainda, que nessa primeira quinzena de julho já foram realizados 121 atendimentos, considerado na média.

Anúncio