STJ prorroga prisão de cinco detidos na Sangria

O ministro Francisco Falcão prorrogou por mais cinco dias a prisão temporária dos detidos na segunda fase da Operação Sangria, ao atender pedido da PF que ainda investiga os desvios na Saúde do Estado

Manaus – O ministro do Superior Tribunal de Jusiça (STJ), Francisco Falcão, determinou a prorrogação, por mais cinco dias da prisão temporária dos cinco detidos na segunda fase da Operação Sangria, deflagrada na última quinta-feira, 8. A determinação atende pedido da Polícia Federal (PF) que ainda apura denúncias de desvios na saúde pública do Amazonas. Com a medida, permanecerão presos: Rodrigo Tobias de Souza Lima; Dayana Priscila Mejia de Sousa, Ronaldo Gonçalo Caldas Santos; Luiz Carlos Avelino Junior; e Gutemberg Leão Alencar.

A operação ‘Sangria’ apura fraudes e superfaturamento em contrato de fornecimento de ventiladores mecânicos hospitalares por empresa comercializadora de vinhos

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) confirmou ter sido notificada da decisão.

A PF esteve, neste doming(12)o, nas unidades prisionais cumprir a determinação do ministro.

De acordo com a decisão do STJ, não houve possibilidade de audiência de custódia e todos ficarão cinco dias presos. A prisão dos envolvidos foi extremamente importante para colher mais provas sobre a aquisição dos 28 ventiladores pulmonares em uma loja de vinhos por R$ 2,9 milhões pelo governo do Estado.

Segundo as investigações, Rodrigo Tobias De Souza Lima, é ex-secretário de saúde do Estado, teve “participação efetiva” no esquema fraudulento no âmbito da Secretaria de Saúde para aquisição dos ventiladores pulmonares. Tobias, tinha conhecimento da irregularidade do processo licitatório para compra dos ventiladores, sabia do superfaturamento.

Guttemberg Leão Alencar é ex-policial militar e apontado como o coordenador de campanha no interior do governador Wilson Lima. A Procuradoria Geral da República (PGR) informa que Alencar foi enviado por Wilson, como afirmado por Alcineide Figueiredo, ex-secretária de compras, presa na primeira fase da operação. Alencar foi responsável por repassar a secretaria o contato de Fábio Passos, dono da Vinheria Adega que vendeu os respiradores ao Estado.

Dayana Priscila Mejia de Souza, era ex-subsecretária de Atenção à Saúde. Segundo a PF e a PGR, Dayana fez tratativas diretas com uma das sócias da empresa Sonoar, sobre aquisição de aparelhos, apesar não ter sido a ganhadora do contrato.

Ronald Gonçalo Caldas Santos é engenheiro clínico da secretaria. Segundo a PF, ele teve participação importante na aquisição dos equipamentos superfaturados, um dos responsáveis em negociar com a sócia da Sonoar.

Já Luiz Carlos Avelino Junior era sócio oculto da Sonoar e marido da Daniella Assayag, ex-secretária de Comunicação Estado. Para a PF, é sócio da Sonoar desde dezembro de 2019.

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