Suspeitos de fraudar cotas em 2015 na Ufam só foram afastados em 2017

O procedimento administrativo disciplinar que pedia a anulação da matrícula de oito alunos da Ufam durou mais de dois anos, segundo a universidade

Manaus – O procedimento administrativo disciplinar que pedia a anulação da matrícula de oito alunos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), suspeitos de fraudar o sistema de cotas da instituição, durou mais de dois anos, segundo informação divulgada pela universidade, na última terça-feira (16). Os estudantes que entraram na universidade, em 2015, só foram afastados em agosto do ano passado, após a nomeação da nova reitoria da Ufam.

Ao todo, oito suspeitas de fraudes na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) foram identificadas (Foto: Divulgação)

Um dos oito universitários voltou para a instituição por ordem judicial, segundo informou o órgão. O jornal O Estado de São Paulo, no dia 12 deste mês, divulgou um levantamento com 53 federais no País, que responderam, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), aos questionamentos sobre entrada de alunos por cotas.

Ao todo, o processo para anular as matrículas levou mais de dois anos para ser concluído, segundo a Ufam. Em abril de 2015, uma relação de alunos que efetuaram a matrícula na Ufam, sob a condição de cotistas, começou a ser investigado pela Divisão de Graduação (Proeg). A universidade informou que os alunos entraram na instituição pelo sistema de cotas, mas eram oriundos de escolas particulares, o que motivou a investigação.

Um processo administrativo disciplinar foi aberto para apurar o não atendimento aos critérios de opção pelas cotas, por parte dos estudantes. Entre o período da suspeita e o encaminhamento à Comissão Permanente de Procedimentos Administrativos Disciplinares (CPPAD), um ano se passou.

Somente no dia 2 de agosto de 2017 é que a Ufam expediu a Portaria de número 1.762 de 2017, pelo atual reitor, declarando nulos os atos de matrícula de oito estudantes, “dos quais apenas 01 (um) reingressou via mandado judicial. Dessa forma, a Ufam tomou todas as providências legais e cabíveis diante dos fatos ocorridos, zelando pela correição e transparência”, informou a universidade, em nota.

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