Terapia com cães beneficia mais de 100 crianças com deficiência em Manaus

O projeto é desenvolvido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas em duas escolas de educação especial da capital

Manaus – Dia após dia, os cachorros têm dado provas do seu companheirismo, fazendo valer o título secular de melhor amigo do homem. Em Manaus, os animais são utilizados pelo projeto de cinoterapia para ajudar mais de 100 crianças com deficiência a superar barreiras. O projeto é desenvolvido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) em duas escolas de educação especial da capital.

O projeto de cinoterapia foi idealizado em 2014 pelo CBMAM (Foto: Erikson Andrade/CBMAM)

Auxiliando no aprendizado e desenvolvimento cognitivo, além de trabalhar o emocional de crianças com deficiência, o projeto “Cão Bombeiro, Cão Esperança” existe há mais de um ano. O resultado da terapia com cães não poderia ser melhor, segundo mães dos alunos da Escola Municipal de Educação Especial André Vidal de Araújo, localizada no bairro Parque Dez, zona centro-sul.

Para Iara Cristina, mãe de um aluno autista de 11 anos, é gratificante ver a mudança do filho após a relação com os animais. Antes, ele temia cachorros. “Agora, ele se apaixonou pelos cães, disse que quer um para casa, e eu vejo que esse contato faz bem. Ele se sente mais feliz e confortável, além de mais interessado em vir para escola”, disse.

De acordo com o cabo Danilo Barros, coordenador da equipe de busca, resgate e salvamento com cães do CBMAM, o projeto de cinoterapia foi idealizado em 2014. Quatro anos depois, começou a ser implantado na Escola André Vidal. As atividades foram iniciadas com cinco cães, sendo quatro labradores e um pastor alemão. A integração entre os cães e as crianças ocorre duas vezes por semana, por pelo menos uma hora.

“Eles interagem com as crianças, fazendo com que elas realizem atividades cognitivas e físicas, desenvolvendo também a socialização, pois muitas crianças são tímidas e têm medo de tocar no cão”, pontuou Barros.

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Para Iara Cristina, mãe de um aluno autista de 11 anos, é gratificante ver a mudança do filho após a relação com os animais (Foto: Erikson Andrade/CBMAM)

Os cães que trabalham no projeto são dóceis, brincalhões e treinados para ter contato com crianças e idosos. “As crianças que, muitas vezes, têm dificuldade de locomoção, acabam melhorando a mobilidade com essa interação, estimulando também a parte emocional”, afirmou o cabo Danilo.

Segundo o diretor da escola, Helivan Dantas, a parceria entre o Corpo de Bombeiros e o colégio rende frutos positivos na questão social e de saúde dos alunos, além de contribuir com a assiduidade dos pequenos, uma vez que eles não faltam aula nos dias de cinoterapia.

“O projeto só trouxe benefícios para a nossa comunidade escolar, não só aos alunos quanto à equipe escolar. Nós trabalhamos com os animais como ferramenta pedagógica de aprendizado desde a parte emocional, motora, psicomotora. Os cães auxiliam na educação, já fizemos trabalhos de pintura e recorte de imagens baseado na experiência que os alunos têm com os animais”, contou o diretor.

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