TJAM passa a integrar a operação ‘Acolhida’, que atende migrantes e refugiados

Uma unidade judiciária foi instalada no Posto de Interiorização e Triagem (PI-Trig), na Avenida Torquato Tapajós

Manaus – O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) assinou, na manhã desta terça-feira (3), um Acordo de Cooperação Técnica com a ‘Força-tarefa Logística Humanitária – Operação Acolhida’, que atende a migrantes e refugiados. Uma unidade judiciária foi instalada no Posto de Interiorização e Triagem (PI-Trig), na Avenida Torquato Tapajós, bairro da Paz, zona centro-oeste.

(Foto: Stephane Simões)

A força-tarefa coordenada pelo Exército contará, agora, com a participação do TJAM e da Faculdade Estácio, que participará das ações disponibilizando acadêmicos do curso de Direito.

Para o presidente do TJAM, desembargador Yedo Simões, a parceria com o Tribunal deve atender as expectativas da força-tarefa.

“O Tribunal de Justiça do Amazonas se sente muito bem em participar desse apoio. Eu acho que nós, que chegamos a uma posição como homens públicos, que recebemos alguma coisa do Estado, porque a maioria de nós estudou em colégio público e recebeu isso de graça, a gente precisa dar nosso apoio, e abraçar o irmão que está precisando dessa acolhida”, disse.

Para o coordenador da operação, general da divisão Antônio Manoel de Barros, o apoio do Tribunal de Justiça dará celeridade aos processos.

“Essa é a cara da Acolhida, onde inúmeras instituições governamentais e não-governamentais vêm somar. Eu tenho certeza que nós vamos dar celeridade aos processos e vai se fazer justiça, literalmente. Nós temos sim, que continuar a dar um exemplo ao mundo, de como se deve acolher pessoas numa crise humanitária”, acrescentou.

Sobre a situação dos imigrantes venezuelanos, o general Barros considera estável. “Nós temos em média, em Pacaraima, que é a porta de entrada aqui na Amazônia, em torno de 500 (venezuelanos). Metade quer permanecer no Brasil. Desses, 10% são desassistidos. Agora, a grande solução para tudo isso é a interiorização, ou seja, a integração socioeconômica com a proteção devida em toda a região do País, e é possível”, pontuou.

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