Ufam apresenta projetos de pesquisa e extensão desenvolvidos na instituição

Nesta quinta-feira, a universidade apresentou à imprensa alguns projetos financiados com recursos federais. Segundo o reitor, a busca por recursos financeiros é constante

Manaus – Buscar recursos financeiros é uma ação constante da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para financiar programas de ensino e extensão, além de melhorias na estrutura da instituição de ensino, segundo afirmou, nesta quinta-feira (3), o reitor da Ufam, Sylvio Puga, durante evento voltado à imprensa, na instituição. O orçamento anual da Ufam é de R$ 650 milhões.

“A luta por recursos é permanente. Mesmo se tivéssemos o orçamento ideal, isto não faria com que nós não buscássemos novos recursos. Se bem que, atualmente, as universidades, principalmente no exterior, trabalham em regime de parcerias com fundação de apoio, com organizações, e é assim que funciona. Se tivéssemos, hoje, os recursos que julgamos corretos para nós, em sua totalidade, mesmo assim nós continuaríamos tendo esta luta porque a universidade não para de crescer”, afirmou o reitor.

Segundo o reitor, a Ufam busca, constantemente, recursos para financiar programas de ensino e extensão (Foto: Álisson Castro/Divulgação)

Questionado sobre a expansão da Ufam no interior do Estado, o reitor disse que a universidade tem planos para iniciar cursos de pós-graduação nos municípios. “Nós temos cinco unidades acadêmicas no interior do Estado: Coari, Benjamin Constant, Humaitá, Itacoatiara e Parintins. Estamos com um plano para apresentar à Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) um programa para implementar mestrado a doutorado no interior, por meio de parcerias. Temos tudo organizado, quando a Capes abrir o edital, nós vamos submeter para análise do corpo técnico e, se aprovado, aí sim, a gente oferece. Estamos também trabalhando para ter mestrado no interior por nossas pernas próprias”, disse.

A Ufam realizou, na manhã desta quinta-feira, um evento voltado para a imprensa, denominado Imprensa VIP, para apresentar alguns projetos de pesquisa e extensão desenvolvidos pela universidade.

Entre os programas visitados está o laboratório Ufamakers, no Departamento de Física do Instituto de Ciências Exatas. O conceito de espaço ‘maker’ está associado à construção de protótipos a partir de ideias inovadoras e são laboratórios colaborativos onde é possível criar, testar e solucionar problemas práticos.

“Esse formato já funciona no mundo todo, mas ainda não tínhamos visto no Amazonas nada parecido. Trazendo essa ideia para a Ufam, é possível fomentar ensino, pesquisa, extensão e inovação e firmar parcerias com outras universidades brasileiras e internacionais, como é o caso do MIT, instituto americano que financia, junto com a Fundação Lemann, um dos projetos vinculados ao Ufamaker, o Criar. Ele foi um dos oito aprovados dentre as 189 propostas de pesquisadores de todo o Brasil”, afirmou um dos coordenadores do laboratório, professor Elio Molisani.

Outra espaço visitado, nesta quinta-feira, foi o Centro de Desenvolvimento Empresarial e Tecnológico (CDTech), que funciona como ‘incubadora de empresas’. Um dos empreendimentos desenvolvidos no Centro começou a produzir, em janeiro deste ano, o primeiro hidratante e protetor labial utilizando unicamente matéria-prima vegetal da Amazônia.

O diretor do CDTech, professor Luiz Alberto do Nascimento, afirmou que o Centro já funciona há dez anos e tem como principais iniciativas o incentivo a empresas de tecnologia da informática, biotecnologia e química fina. “A incubadora é um forma de ter um novo diálogo com a iniciativa privada para que as empresas possam caminhar sozinhas, esta é a ideia da incubadora. As ideias precisam da maturação para serem lançadas e também há o tempo do mercado”, disse.

Também foi visitado o Laboratório de Pesquisa e Ensaios de Combustível (Lapec), onde a mestranda Rayanne Araújo explicou que, no local, são oferecidos serviços de testagem de combustível, a fim de conferir a qualidade de gasolina, diesel e etanol.

Ainda no Lapec, são realizadas pesquisas voltadas para novos combustíveis, sendo um dos mais recentes o uso de caroço de açaí para produzir catalisador. “Produzir biodiesel na Amazônia é muito importante porque, além de usar o ‘rejeito’, eu utilizo o caroço do açaí, algo que ninguém tem um destino adequado. São toneladas de caroços que são jogados na rua, causando poluição”, disse.

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