Um mês após assassinato, família do cantor da ‘Júnior e Banda’ aguarda informações

Melvino Júnior foi morto no dia 29 de abril, após apresentação em um show, no município de Codajás. Familiares dizem não ter recebido atualizações sobre as buscas pelo criminoso

Sofia Lorrane / [email protected]

Crime ocorreu minutos depois de o cantor sair de um show na 30ª Festa do Açaí (Foto: Divulgação)

Manaus – Após um mês do assassinato do cantor Melvino de Jesus Júnior, 42, da ‘Júnior e Banda’, os familiares dele ainda aguardam por respostas sobre as investigações acerca do crime. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) está responsável pela apuração mas, até o momento, ninguém foi preso.

Segundo o filho do cantor, Lincoln de Jesus, a família ainda não recebeu nenhuma atualização sobre as buscas pelo autor do crime. “Já cobramos as autoridades e eles falam que o caso ainda está sendo investigado, e que não podem divulgar as informações porque isso pode atrapalhar nas investigações. Mas se Deus quiser já estamos bem próximos de pegar o assassino”, explicou.

De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, por meio de assessoria de imprensa, o caso foi repassado do 78º Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Codajás para a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), em Manaus, que segue investigando o assassinato. Questionada sobre o andamento das investigações, a assessoria informou que não conseguiu entrar em contato com o delegado Juan Valério, responsável pelo caso, até a publicação desta matéria.

Assassinato

O cantor Melvino de Jesus Júnior, 42, da ‘Júnior e Banda’, foi assassinado com três tiros, no dia 29 de abril, no município de Codajás (distante 240 quilômetros de Manaus). O crime ocorreu minutos depois de o cantor sair de um show na 30ª Festa do Açaí. Durante a execução, outras três pessoas também foram baleadas, entre elas o baterista Rafael Fernandes Esteves, que levou um tiro na perna, e mais dois adolescentes, um de 15 e outro de 17 anos.

Segundo informações do delegado Osvaldo Maia, do 78º Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Codajás, o suspeito chegou a pé e efetuou os disparos, que atingiram o peito, barriga e costas do cantor, no momento em que ele chegava no hotel onde estava hospedado, em frente ao palco alternativo, onde era realizada a festa.

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