Lontra gigante do Rio Amazonas é vista após 40 anos na Argentina

A aparição da lontra gigante não acontecia há décadas em espaço argentino e a presença do animal não era registrada há mais de um século

Argentina – Uma lontra gigante foi vista na Argentina, mais precisamente do Rio Bermejo, localizado no Parque Nacional El Impenetrável, na província de Chaco. O animal não era visto no País desde a década de 1980 e a aparição trouxe esperança e emoção à equipe de pesquisadores que trabalhavam no rio quando o animal apareceu.

Lontra gigante avistada às margens do rio Bermejo, no Parque Nacional El Impenetrável, em Chaco, na Argentina (Foto: Sebastián Di Martino/Fundação Rewilding Argentina)

A aparição da lontra gigante, de nome científico Pteronura brasiliensis, não acontecia há décadas em espaço argentino. Especificamente no Rio Bermejo a presença do animal não era registrada há mais de um século.

Segundo o cientista Sebastián Di Martino, diretor de conservação da Fundação Rewilding Argentina, a sensação de incredulidade diante da visão do animal rapidamente se tornou em felicidade.

“Eu não sabia se deveria tentar segui-la ou correr de volta para nossa estação para contar aos outros [membros da equipe]”, comentou, em reportagem do jornal The Guardian.

Ameaçada de extinção

A espécie é cada vez mais rara em toda a região, e provavelmente chegou ao parque vinda do Pantanal paraguaio, onde se localiza a população de lontras gigantes mais próxima notada pelos pesquisadores – a cerca de mil quilômetros de distância do Rio Bermejo. Há ainda populações do animal em pontos do Rio Amazonas e alguns de seus afluentes e outros corpos fluviais do continente, assim como no Pantanal brasileiro.

A aparição na Argentina foi anunciada no dia 18 de maio, e o animal foi batizado de “Teuco”, ainda sem seu sexo definido.

A espécie pode alcançar dois metros de comprimento e cerca de 34 quilos e pesquisadores especulam a hipótese de existirem outras comunidades da espécie ainda não descobertas no País – Teuco, porém, foi encontrado sozinho, e provavelmente não pertence a um grupo.

De acordo com Di Martino, a reintrodução do animal à natureza é fundamental para a regulação do equilíbrio de ecossistemas, como a população de peixes, já que o animal é um predador em seu contexto aquático.

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