Exército apreendeu mais de 2 toneladas de drogas em áreas de fronteira, em 2018

No ano, foram realizadas mais de 350 operações nos 150 quilômetros da faixa de fronteira. A informação é do general de brigada Algacir Antônio Polsin, chefe de operações do CMA

Manaus – O Exército Brasileiro (EB) realizou, em 2018, mais de 350 operações só nos 150 quilômetros da faixa de fronteira. A informação é do general de brigada Algacir Antônio Polsin, chefe de operações do Comando Militar da Amazônia (CMA), que concedeu entrevista ao jornal ‘DIÁRIO DA MANHÃ’, da ‘RÁDIO DIÁRIO’, na manhã desta sexta-feira (28). No combate a ilícitos transfronteiriços, como tráfico de drogas, as tropas do EB apreenderam mais de duas toneladas de drogas, no ano.

O general de brigada Algacir Antônio Polsin, chefe de operações do CMA, concedeu entrevista ao jornal ‘DIÁRIO DA MANHÃ’, da ‘RÁDIO DIÁRIO’ (Foto: Raquel Miranda)

Durante a entrevista, o chefe de operações afirmou que a Amazônia continua sendo a prioridade estratégica das Forças Armadas e que o trabalho executado pela tropa durante o ano foi de excelência. “Os planos para 2019 são de continuidade, já que temos exercido com excelência a nossa ‘mão amiga à sociedade’ (slogan do Exército). O Exército Brasileiro tem feito um trabalho que é reconhecido pela população, contribuindo com a defesa e segurança do País”, afirmou.

O general de brigada explicou, ainda, que o ‘grosso’ trabalho das tropas do EB se concentram na área de fronteira, onde há o combate aos crimes transfronteiristas e ambientais. “Nessas ações procuramos sempre fazer ações conjuntas com as outras Forças Armadas, como Marinha e Aérea”, explicou Polsin.

No combate a ilícitos transfronteiriços, como tráfico de drogas, as tropas do EB apreenderam mais de duas toneladas de drogas. Já no combate aos crimes ambientais, além do garimpo ilegal, foram mais de 30 mil metros cúbicos de madeira ilegal neste ano.

Ao PORTAL D24AM.COM, o chefe de operações do CMA afirmou que o crime organizado nas fronteiras está mais combativo, porém, as tropas estão devidamente preparadas para o enfrentamento. “Talvez isso seja fruto dos roubos de carga que acontecem na calha do Solimões, na região de Coari. Eles têm se armado com fuzis e têm tido um enfrentamento maior com os órgãos de segurança pública e Forças Armadas, mas, naturalmente, nós nos preparamos, criando sempre melhores condições para a nossa tropa para que possamos enfrentar esse tipo de adversidade”, disse o general de brigada.