Forças Armadas encerram operação Ágata na fronteira com a Colômbia

As Forças Armadas atuaram em uma área de 150 quilômetros de largura dos mais de 1,6 mil quilômetros de extensão da fronteira.

Chegou ao fim, na última sexta-feira (19), a Operação Ágata, deflagrada pelas Forças Armadas em parceria com instituições civis para combater o tráfico de drogas e crimes ambientais na fronteira do Amazonas com a Colômbia. As Forças Armadas atuaram em uma área de 150 quilômetros de largura dos mais de 1,6 mil quilômetros de extensão da fronteira. A patrulha no local continua, mas com menor intensidade.

As duas semanas de atividades ostensivas resultaram na desativação de dois garimpos ilegais, destruição de uma pista de pouso clandestina e interdição de outras duas, apreensão de mais de duas toneladas de produtos piratas e apreensão de grande quantidade de madeira de lei, além da desativação de madeireiras.

Em ação conjunta, a 2ª e 16ª Brigadas de Infantaria de Selva, a Polícia Federal, o Instituto Brasileiro Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Fundação Nacional do Índio (Funai) desativaram um garimpo ilegal na região da Serra dos Porcos, em São Gabriel da Cachoeira, e outro ao norte do Rio Traíra, ambos bem próximos à fronteira com a Colômbia. Pelo menos quatro pessoas foram presas na ação.

Para a interdição de duas pistas de pouso não homologadas pela Força Aérea Brasileira (FAB) – uma próxima à cidade de São Gabriel da Cachoeira e outra ao norte da Vila de Bitencourt – e a destruição de mais uma, localizada na Serra do Caparro (na região da ‘Cabeça do Cachorro’), foram utilizados bombas de 230 quilos, cada.

Em Tabatinga (a 1.106 quilômetros à oeste de Manaus), Ibama, Polícia Federal e Exército apreenderam mais de 600 toras de madeira de lei, enquanto 13 metros cúbicos de madeira de procedência ilegal foram apreendidos em São Gabriel da Cachoeira (a 851 quilômetros à noroeste da capital).

Com o apoio do Exército Colombiano, a Força Nacional de Segurança, o Exército Brasileiro e a Marinha do Brasil realizaram, ainda, atividades de revistas de pedestres, motos e carros na fronteira terrestre, bem como inspeção de embarcações por via fluvial, onde mais de 2,8 mil embarcações foram revistadas. A quantidade de pescados apreendidos em situação irregular, no entanto, não foi divulgada, mas pelo menos uma pessoa foi presa.

Atendimento itinerante

Durante a operação, foram intensificadas as atividades de assistência hospitalar realizadas pela Marinha. Entre atendimentos médicos e odontológicos, 1.563 pessoas receberam 5,1 mil procedimentos. Além de atendimentos de enfermagem e laboratoriais, os pacientes podem fazer exames específicos como mamografia e até cirurgias.

Embora o atendimento hospitalar tenha sido mais intenso durante a operação, os Navios de Assistência Hospitalar (Nashs) percorrem os rios atendendo às populações ribeirinhas durante todo o ano. Para os pacientes, é mais vantajoso esperar pela assistência itinerante, já que muitas comunidades não contam com boa parte dos serviços.