Modelo ZFM preserva Floresta Amazônica

Segundo o prefeito Arthur Neto, é necessária uma reflexão profunda em relação à região. Para ele, é necessária uma reforma ampla, que avalie a realidade de cada município do Brasil

Manaus – Voz reconhecida em defesa da Região Amazônica e da Zona Franca de Manaus (ZFM), o prefeito Arthur Virgílio Neto voltou a fazer novo alerta da importância de uma profunda reforma ao modelo para se manter preservada a parte amazonense da maior floresta tropical do mundo. “As pessoas se dizem apaixonadas pela Amazônia e pela causa ambiental, mas excluem ZFM”, alertou.

Prestes a completar seu terceiro mandato, o segundo consecutivo, à frente da Prefeitura de Manaus, o diplomata de carreira destacou que quem mantém a floresta em pé é a Zona Franca, que atualmente está ameaçada. “Existe um preconceito estúpido. Sinto falta dessa compreensão de modo geral, mas ainda vejo muita alienação quanto à Amazônia e à Zona Franca. Enquanto indústrias de outros locais recebem incentivos, nosso povo sofre essa ameaça”, ressaltou.

Alerta fala da importância de reforma ao modelo para manter preservação (Foto: Mário Oliveira/Semcom)

Com 42 anos de vida pública, acumulando na carreira política os mandatos de deputado federal, senador e ministro, Arthur Virgílio é constantemente convidado ao debate para tratar de meio-ambiente e ZFM, sendo um dos políticos de projeção nacional e internacional mais atuantes do Estado nesses quesitos. “Falarei quantas vezes for preciso, a Amazônia vale mais em pé e a ZFM ajuda a manter isso”, afirmou.

Segundo Arthur, é necessária uma reflexão profunda em relação à região. Para ele, datas como o Dia do Meio Ambiente, em 5 de junho, o Dia da Amazônia, em 5 de setembro, e o Dia da Àrvore, neste 21 de setembro, contribuem para reforçar o alerta.

Dentre as pautas adotadas por Arthur Virgílio na defesa da Floresta Amazônica, está a preocupação com as exportações, que dentre sua análise, também está em risco. “Se continuarem as queimadas e as derrubadas indiscriminadas de árvores, teremos boicote de produtos Made in Brazil e isso mexerá com a balança de importações. Aqui, não é lugar para trabalharmos agronegócio, afinal, daria dinheiro durante uns 20 anos, mas num futuro próximo desertificaria a Amazônia e atingiríamos uma situação de crise”, comentou.

Para o prefeito de Manaus, é necessária uma reforma ampla, que avalie a realidade de cada município do território brasileiro. “Aqui sofremos com um serviço de telefonia e internet péssimo. Precisamos de uma revolução portuária, precisamos de revolução intelectual, precisamos preparar nossa mão de obra, transformar nossos rios em hidrovia, principalmente o rio Madeira, que tem maior facilidade de escoamento do Brasil, uma mudança verdadeiramente sustentável”, disse.

Arthur lembrou ainda que a Amazônia é importante para todo o ecossistema da América do Sul, garantindo chuvas em São Paulo, Nordeste, Argentina, Uruguai, entre outros locais do continente.

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