Conheça as histórias tristes na saúde pública que Wilson Lima esconde de você

Antônio Araújo sofre com a demora para que o governo compre a válvula necessária para a cirurgia. Antônio dos Santos, sofre com vários problemas de saúde e não consegue tratamento adequado

Manaus – A história dos dois Antônio’s são parecidas. Ambos esperam pelo serviço de qualidade da saúde pública do Amazonas, mas nessa espera que é longa, padecem com dores, medo e já sem esperanças. Antônio Araújo sofre com a demora para que o governo compre a válvula necessária para a cirurgia. Antônio dos Santos, sofre com vários problemas de saúde e não consegue tratamento adequado há anos e já até pensou em suicídio.

O coração

Antônio Pontes de Araújo de 50 anos, gravou um vídeo internado no Hospital Francisca Mendes e relatou com muita dificuldade o seu próprio problema, a demora para conseguir fazer uma cirurgia para a trocar a válvula coronária. “Estou há cinco meses esperando uma cirurgia de válvula, só que não tem material e até hoje a gente não tem uma resposta, se o governo pagasse o fornecedor… cadê esse governo que não compra esse material? É gente morrendo, se acabando no leito, cada dia que passa a gente fica mais fragilizado. Nós queremos uma resposta do governo, que pelo amor de Deus nos ajude.”, suplicou o paciente.

O preço

A válvula benta não chegou na unidade de saúde depois de meses, cansado, seu Antônio foi mandado para casa, esperar três meses. Mas, o tempo dado pela equipe, já ultrapassou o limite e seu estado de saúde só piora. “Dizem que a peça custa R$ 60 mil, mas o que é isso para o governador do Amazonas? Nada. A gente vê muita coisa acontecer, desvio de dinheiro, verba grande e porque não me ajudam comprando esse material para fazer a cirurgia e ficar bom? Sou cidadão brasileiro, preciso fazer essa cirurgia com urgência”, suplicou Antônio que tem muita dificuldade de respirar.

Luta pela vida

Antônio Ferreira dos Santos de 61 anos, com vários problemas de saúde luta para continuar vivo há mais de cinco anos. Ele foi diagnosticado com tireóide, hernia umbilical, problemas na próstata, cisto renal, má circulação e ainda sente muitas dores nas pernas. “Os médicos não estão nem aí, só sabem passar dipirona para isso passar e estou morrendo a mingua. Corro para um canto e para o outro e não resolvem nada, ficam jogando a responsabilidade um para o outro”, lamentou.

Sem forças

Não suportando mais as dores e a rotina de buscar atendimento nos hospitais e nada ser resolvido, seu Antônio dos Santos pensou em se suicidar. “Chega num ponto que a gente pensa em suicídio porque o Poder Público não está nem aí. Só não tirei a minha vida porque não quero ir para o inferno. Já estou há cinco anos com esse problema e não mandam me chamar para uma consulta ou tratamento. Falei com o governador Wilson Lima na Clínica Gilberto Mestrinho, me empurrou para uma mulher para resolver e até agora nada. Isso é uma vergonha, você disse que ia ser a mudança e é pior dos que os outros que passaram. As pessoas estão morrendo nas policlínicas, mas os seus quatro anos vão acabar”, disse.

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