CPI para investigar o elefante branco que é o Hospital Delphina Aziz e descobrir quem são os gigolôs da saúde

No último dia 07 de outubro, o deputado Wilker Barreto (que foi membro da CPI da Saúde) deu entrada em um pedido que promete amedrontar a base governista da Assembleia

Manaus – O fim da CPI da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) foi prematuro, mas em pouco tempo mostrou a corrupção do Estado do Amazonas. Durante as investigações da CPI, conseguimos acompanhar nos depoimentos ao vivo as contradições de servidores da saúde e empresários. No último dia 07 de outubro, o deputado Wilker Barreto (que foi membro da CPI da Saúde) deu entrada em um pedido que promete amedrontar a base governista da Assembleia, um pedido de CPI para investigar a fundo as duas empresas que possuem contratos milionários, em torno de R$ 30 milhões no Hospital e Pronto-Socorro Delphina Abdel Aziz.

Medo da CPI

A base do governo Wilson Lima na ALE tentou a todo custo barrar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde. Nos dias finais dos 120 dias de trabalho da CPI, houve sucessivas sessões plenárias sem o quórum mínimo para a votação da prorrogação por mais 60 dias das investigações.

O desespero

A influência da CPI da Saúde no governo do Amazonas foi comprovada em conversas relatadas no processo das investigações da Operação Sangria. “Outro fator que chamou atenção da equipe de investigação foi um grupo de WhatsApp chamado ‘Só nós aqui’, tendo como integrantes Rodrigo Tobias, Perseverando da Trindade e João Paulo Marques”. De acordo com o MPF, verificou-se que o grupo criminoso arquitetou, de maneira consciente e voluntária, “o alinhamento dos discursos que seriam proferidos no âmbito da CPI da Saúde no Amazonas. Ressalte-se, por oportuno, que, dentre as diversas investigações, a Comissão Parlamentar estava também apurando a compra dos ventiladores pulmonares superfaturados da Vineria Adega”, diz o documento

Nova CPI

Nesta última semana, um dos membros da CPI da Saúde, o deputado Wilker Barreto deu entrada em um pedido de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a fundo as duas empresas que possuem contratos milionários, em torno de R$ 30 milhões com o Hospital e Pronto-Socorro Delphina Abdel Aziz.

Tratamento de Covid-19

Com a chegada da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o Hospital Delphina Abdel Aziz se tornou a unidade de referência para o tratamento da doença, mas, também se tornou o principal foco de investigação. São diversos indícios de irregularidades, descaso e desorganização das duas empresas que administram a unidade de saúde.

Hospital Delphina Aziz

O deputado pede que seja investigado, minuciosamente, o contrato de gestão nº 001/2019 com o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH) que recebeu cerca de R$ 17 milhões e a Zona Norte Engenharia, Manutenção e Gestão de Serviços S.A, que custa R$ 13 milhões. Ao todo, o contrato com as duas empresas custam cerca de R$ 30 milhões ao governo do Amazonas, e durante a CPI da Saúde, foram levantadas inúmeras irregularidades a respeito da fiscalização e prestação dos serviços realizados pelas empresas.

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