Em dois anos do governo Wilson Lima, empresa de táxi aéreo fatura R$ 59, milhões

O governo de Wilson Lima empenhou mais de R$ 11,9 milhões em pagamento para a empresa Manaus Aerotáxi Participações Ltda

Manaus – O governo do Amazonas continua gastando milhões de reais dos cofres públicos em transporte aéreo. Apesar das inúmeras denúncias realizadas, em apenas dois dias deste mês de dezembro, o governo de Wilson Lima empenhou mais de R$ 11,9 milhões em pagamento para a empresa Manaus Aerotáxi Participações Ltda. Em apenas dois anos de gestão do atual governo, a empresa pode chegar a faturar mais de R$ 59,2 milhões.

Pagamento milionário

De acordo com informações do Relatório de Execução da Despesa disponível no Portal da Transparência do Amazonas, em apenas dois dias, em 17 e 18 de dezembro, o governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), empenhou diversos pagamentos para a empresa Manaus Aerotáxi Participações Ltda que ultrapassam o valor de R$ 11,9 milhões.

R$ 59,2 milhões

Ainda de acordo com os dados disponíveis, é possível acompanhar o quanto a empresa Manaus Aerotáxi lucrou durante os anos de 2019 e 2020. As secretarias que mais gastaram com transporte aéreo foram a Secretaria de Estado de Saúde e a Casa Militar, ao todo, a empresa já recebeu R$ 40,6 milhões e ainda falta receber cerca de R$ 18,5 milhões. No total, a Manaus Aerotáxi vai faturar o montante de R$ 59,2 milhões em apenas dois anos no governo Wilson Lima.

Denúncia

Em setembro, esta coluna denunciou que o governo do Amazonas gastou mais de R$ 11,5 milhões com taxi aéreo, mas a população do interior sofria com a lentidão do serviço contratado durante a pandemia de Covid-19. Uma família relatou ao Grupo Diário de Comunicação (GDC) que uma parente idosa, em estado grave de saúde, ficou aguardando por quase uma semana, a transferência na UTI aérea do interior para um hospital em Manaus.

UTI aérea

A Manaus Aerotáxi Ltda ganhou contrato com o governo do Amazonas para três tipos de serviço diferentes, em aeronave propulsor a jato com velocidade de 800 km/h, em aeronave bimotor com velocidade de 350 km/h e em aeronave monomotor com velocidade 240 km/h. Todas aptas ao transporte de pacientes em UTI, com o prazo de vigência de 180 dias, impassível de prorrogação. Mas, contrariando o próprio contrato, este foi prorrogado. Em junho, o ex-secretário de saúde Cássio Roberto Santo, solicitou aditivo ao Contrato nº 031/2020 com o valor superior a R$ 2 milhões. Em julho, o atual secretário de saúde Marcellus Campelo assinou o 1º Termo Aditivo ao Contrato nº 031/2020 para serviço de UTI aérea de 13 de julho a 20 de outubro deste ano.

Ministério Público

Há cerca de quatro meses atrás, o contrato firmado entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e a Manaus Aerotáxi, começou a ser investigado pelo Ministério Público Federal (MPF). De acordo com inquérito, o procurador da República no Amazonas, Thiago Bueno, explicou sobre a investigação no contrato no valor de R$ 4,1 milhões para transporte intermunicipal e interestadual em UTI aérea de pacientes em estado crítico, suspeitos ou confirmados com Covid-19. “Considerando os graves fatos noticiados e necessidade de realização de diligências para sua apuração; resolve converter o presente procedimento em Inquérito Civil com a finalidade de ‘apurar a regularidade do Contrato de Prestação de Serviços n° 031/2020”, consta.