Em licitação relâmpago, empresas ganham R$ 2,5 milhões na Maternidade Ana Braga

Outro foco de suspeita do atual governo do Amazonas são os contratos realizados para serviços de conservação e limpeza das unidades de saúde do Estado

Manaus – Outro foco de suspeita do atual governo do Amazonas são os contratos realizados para serviços de conservação e limpeza das unidades de saúde do Estado. A Maternidade Ana Braga localizada na zona Leste de Manaus, realizou procedimento de dispensa de licitação nos dias 6 e 8 do mês de março deste ano, duas dispensas de licitação para serviços de conservação e limpeza e apoio administrativo para a unidade de saúde. O que chama atenção nesses procedimentos, é que os mesmos duraram poucos minutos, indicando a suspeita de um favorecimento no certame, segundo relatou uma fonte anônima. As ganhadoras das licitações vão receber dos cofres públicos pelo período de seis meses de serviço, mais de R$ 2,5 milhões.

Dispensa de Licitação

No dia 6 de março, o Centro de Serviços Compartilhados (CSC) realizou o Registro de Dispensa de Licitação (RDL) nº 02/21 para contratação pelo período de seis meses de empresa especializada em serviço de apoio administrativo que iniciou às 14h29 e finalizou às 14h30, apenas um minuto para inscrição das propostas e em poucas horas, a empresa D Avelino Bezerra Eireli foi declarada vencedora no valor de R$ 122.733,11.

Eficiência

Esse mesmo processo aconteceu dois dias depois, na disputa do Registro de Dispensa de Licitação (RDL) nº 02/21 realizado no dia 8 de março, iniciou às 8h27 e finalizou às 8h28, ou seja, teve apenas um minuto para inscrição de propostas. Um minuto após às 8h29 ocorreu a abertura da processo de licitação que foi até as 9h32, onde já fechou e logo em seguida saiu o resultado, declarando a mesma empresa Limpamais Serviços de Limpeza Eireli no valor de R$ 2.390.862,92 pelo período de seis.

Procedimento

Segundo uma fonte anônima, é de estranhar a rapidez em que o processo abriu e finalizou, sendo que a dispensa de licitação solicitava o quantitativo de mais de 50 funcionários para realizar o serviço de conservação e limpeza da unidade de saúde. “Como que uma empresa vai conseguir fazer em dois ou três minutos uma planilha de cotação de preços de custo para seus funcionários. Isso mostra que era carta marcada esse processo, claramente o direcionamento para a empresa vencedora”, suspeita.

Sobrepreço

Em novembro do ano passado, esta coluna denunciou que o Instituto da Mulher Dona Lindu possuía contrato suspeitos de sobrepreço. Mesmo sem trabalhar diretamente com pacientes infectados com o novo coronavírus (Covid-19), a unidade de saúde contratou na época, por dispensa de licitação, justificando o estado de emergência ou calamidade pública, a empresa FK Gestão Empresarial Eireli para prestar serviços de conservação e limpeza, asseio e conservação predial, no valor global de R$ 2.3 milhões por três meses, o valor mensal do contrato era de R$ 394.6 mil.

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