Empresa investigada por superfaturamento e desvio de dinheiro renova contrato com governo

O contrato do Governo do Amazonas com a empresa Dimpi Gestão em Saúde Ltda. foi no valor de R$ 820,3 mil, para serviços de plantão médico na FCecon

Manaus – O Amazonas está doente e não é de Covid-19. O governo de Wilson Lima continua realizando contratos com empresas investigadas pela Polícia Federal. Desta vez, uma empresa envolvida em superfaturamento de serviços médicos teve o contrato renovado para prestação de serviços de plantão médico na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). Pelo que podemos observar, a atual gestão precisa de ajuda para analisar e acompanhar de fato o que vem sendo feito com o dinheiro público e esta coluna está aqui para prestar este serviço para a população que é o contribuinte, o pagador desses contratos.

Equívocos

Diariamente esta coluna denuncia com provas e fatos, os passos sorrateiros do Governo do Amazonas. Após pesquisa e análise de contratos realizados pelo Estado, disponíveis no Portal da Transparência, verificamos uma Nota de Execução de Despesa, do dia 8 de abril deste ano, do Governo do Amazonas, por meio da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), com a empresa Dimpi Gestão em Saúde Ltda. para prestação de serviços especializados em Medicina de Urgência e Emergência, prescritor (PA) e enfermaria de apoio a fim de atender as necessidades da unidade de saúde.

Serviço

O contrato do Governo do Amazonas com a empresa Dimpi Gestão em Saúde Ltda., nesta Nota de Execução foi no valor de R$ 820,3 mil referente ao mês de abril, para prestação de serviço na FCecon, segundo a descrição é para a disponibilização de quatro médicos e dois enfermeiros por dia. De acordo com o Cronograma de Desembolso do Projeto assinado em 04 de Setembro de 2020, em 12 meses, o valor total previsto do contrato é de mais de R$ 3,4 milhões.

Investigado

A questão maior nesta denuncia não é apenas o valor pago pelo governo de Wilson Lima no contrato, mas sim, a empresa escolhida para prestar o serviço para o Estado. A Dimpi Gestão em Saúde Ltda. é citada na Operação Calvário deflagrada pela Polícia Federal do Estado da Paraíba em contratos que apontaram superfaturamento e desvio de recursos público na Organização Social (OS) Cruz Vermelha.

Superfaturamento

A investigação Operação Calvário da Polícia Federal expôs graves ilegalidades realizadas pelo Governo da Paraíba na terceirização da saúde, apontando várias irregularidades que levou o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) a condenar a OS a devolver mais de R$ 9 milhões aos cofres públicos. Os conselheiros se basearam nas graves irregularidades, como superfaturamento e desvio de recursos públicos. “A necessidade de avaliação ou conforme o caso, a rescisão dos contratos celebrados entre a Cruz Vermelha e as empresas Chilleer Serviços, Engemed Engenharia e Consultoria, Eiquip Soluções em Equipamentos Médicos, Dimpi Gestçao em Saúde e Gastronomia Nordeste Com. E Serv. De Alimentos”, apontou o relator do caso, o conselheiro André Carlo Pontes.

*Jornalista e apresentador do AMAZONAS DIÁRIO

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