MPF quebra sigilo do lobista Alessandro Bronze que circula nas secretarias mais ricas do governo Wilson Lima

Dados de aplicativos de mensagens, e-mail, localização via GPS, entre outros, serão revelados

Manaus – Conhecido por ser influente e circular pelas secretárias do governo do Amazonas com maiores recursos financeiros, o lobista Alessandro Bronze, teve seu sigilo telefônico quebrado após pedido do Ministério Público Federal (MPF). Dados de aplicativos de mensagens, e-mail, localização via GPS, entre outros, serão revelados.

Quebra do sigilo telefônico

O pedido do Ministério Público Federal, foi acatado pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STF), Francisco Falcão que determinou a quebra de sigilo dos dados telefônicos e mensagem do lobista que transita e atua no governo do Amazonas, Alessandro Bronze.

Sigilo Telemático

Com a determinação, todas as ligações, mensagens, links acessados, localização registrada no celular, cartões de créditos cadastrados de Alessandro Bronze serão acessados de todos os aparelhos: celular, computador, tablet, pen drive, HD externo, DVD, entre outros.

Desvio de recursos públicos

O ministro do STJ, Francisco Falcão atua no inquérito aberto para apurar denúncias e desvios de recursos na saúde do Amazonas que tem entre seus alvos o governador Wilson Lima, secretários da secretaria estadual de saúde (SES-AM) e empresários.

Procuradoria da República

No despacho, Falcão determina que seja encaminhado as informações à subprocuradora da República Lindora Maria Araújo, à Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros e ao delegado de Polícia Federal Igor Souza Barros informações incluindo dados de cadastrais, registros de conexões e históricos de localização.

Operação Sangria

No final de junho, o ministro Francisco Falcão determinou a deflagração da Operação Sangria que teve com alvos membros do alto escalão do governo do Amazonas e servidores públicos da saúde. As investigações miravam compras superfaturadas de respiradores, direcionamento na contratação de empresa, lavagem de dinheiro e montagem de processos para encobrir os crimes praticados ‘com a participação direta do governador’ junto de agentes públicos e empresários.

Comando do governador

Na época, a subprocuradora Lindora Maria Araújo disse que no pedido das prisões e medidas cautelares que “os fatos ilícitos investigados têm sido praticados sob o comando e orientação do governador do estado do Amazonas, Wilson Lima, o qual detém o domínio completo e final não apenas dos atos relativos à aquisição de respiradores para enfrentamento da pandemia, mas também de todas as demais ações governamentais relacionadas à questão, no bojo das quais atos ilícitos têm sido praticados”, destacou no pedido.

Superfaturamento de 300%

A operação Sangria do Ministério Público Federal e Polícia Federal investiga o superfaturamento de 28 respiradores pulmonares adquiridos em valor superior ao praticado em outros Estados, com a diferença chegando a 300%. A compra dos respiradores, sem licitação, por R$ 2,9 milhões entre o governo do Amazonas e uma loja de vinhos, apontam uma diferença de R$ 500 mil que teria sido repassada diretamente ao grupo criminoso.

*Apresentador do Programa Amazonas Diário

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