Pazuello no comando da saúde prova que Wilson Lima perdeu capacidade de governar o AM

A presença fixa do ministro da saúde surge como um socorro na organização da saúde pública, já que é importante ressaltar que o secretário de saúde do Amazonas não é da área

Manaus – O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, desembarcou novamente em Manaus no sábado(23), e não tem data para ir embora. Isso porque, o ministro está empenhado nas ações de combate ao novo coronavírus que já fez 7.146 mil vítimas fatais no Amazonas. Após muitas polêmicas e desastres na gestão do Governo do Estado, a presença fixa do ministro da saúde surge como um socorro na organização da saúde pública, já que é importante ressaltar que o secretário de saúde do Amazonas não é da área e possui formação em engenharia civil e está no cargo por indicação do próprio governador Wilson Lima.

Luta pela saúde

O nosso estado sofre com o aumento exponencial de novos casos de infecções pela Covid-19 e também de mortes. Precisamos urgentemente de uma investigação para que seja apurado o que foi feito com os R$ 8,91 bilhões enviados em 2020 pelo Governo Federal. Apenas os repasses federais para o combate à Covid-19 no ano passado somaram cerca de R$ 516 milhões. Wilson Lima não tem mais nenhuma condição de administrar o Estado, sua gestão é cercada pelas suspeitas de desvios e superfaturamentos que são investigados pela Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF).

Sem data para voltar

O ministro Pazuello tem vasta experiência em logística e veio para Manaus acompanhando a entrega do primeiro lote de 132,5 mil doses de vacina contra a Covid-19 de Oxford/Astrazeneca. “Pazuello não tem voo de volta a Brasília. Ficará no Amazonas o tempo que for necessário. Vai comandar de perto as ações emergenciais de combate à Covid-19, ao lado da equipe do Ministério da Saúde que já trabalha para apoiar a população do amazonense”, informou a assessoria.

Alvo da PGR

O governador do Amazonas, Wilson Lima é o principal alvo de investigação da Procuradoria Geral da República (PGR), segundo o procurador-geral Augusto Aras, um inquérito foi aberto no último dia 16 de janeiro para apurar possível omissão do governador nas ações de enfrentamento de Covid-19 e especialmente sobre o fornecimento de oxigênio medicinal no Estado.

Secretário de saúde

Desde a sua nomeação como secretário de saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo que é engenheiro civil, está em torno de polêmicas e até foi citado na investigação da Polícia Federal na Operação Sangria. “Vale destacar, por oportuno, que, no mesmo mês do encontro, Marcellus Campêlo, foi nomeado para a Secretaria-Executiva da pasta da Saúde do Amazonas”, registrou a PGR. Como citado, ficou claro que a nomeação de Marcellus foi uma negociação política (indicado por políticos) e não uma indicação técnica.

Pandemia no Amazonas

Segundo o boletim da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), neste domingo, 24, foram registrados 1.152 mil novos casos de Covid-19, totalizando 249.713 mil casos confirmados. Nas últimas 24 horas foram confirmadas 95 mortes pela doença, ao todo já são 7.146 mil mortes. Um vídeo que foi compartilhado por aplicativo de mensagens, mostra um funcionário do Samu em desespero em uma unidade de saúde. “A saturação dela está em 43%, está queimando de febre. Eu não sou nenhum médico, mas vi como a minha tia está por falta de cuidado. Não vi ninguém recebendo lá minha tia, isso é desumano, falta de cuidado, vão deixar morrer lá no leito? Não sou nenhum leigo, eu vim da UTI e tem cinco leitos e um respirador sobrando”, disse o profissional cobrando melhores cuidados.

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