Policiais do AM passam sede por falta de água nas delegacias

Unidades policiais estão abandonadas, segundo uma fonte que pediu para não ser identificada e denuncia descaso nos Distritos Integrado de Polícia (DIP’s) de Manaus

Manaus – Unidades policiais estão abandonadas, segundo uma fonte que pediu para não ser identificada e denuncia que os Distritos Integrado de Polícia (DIP’s) da capital amazonense não têm nem água para beber. Cidadãos que vão aos distritos registrar Boletim de Ocorrência (BO) depois de um assalto ou outra situação, não encontram nem água para beber. Policiais precisam tirar dinheiro do próprio bolso para comprar água mineral.

Sem água

Em áudio enviado à esta coluna, a fonte denúncia que não tem mais bebedouro nas delegacias, nem para quem vai realizar boletim de ocorrência, ser atendido na unidade ou para os próprios policiais que trabalham lá. “Só tem nas Cicom’s, lá tem bebedouro. Mas, nas delegacias não tem nem para os policiais. Um exemplo, é que no 14º DIP que fica na Grande Circular que é a delegacia de plantão, não tem bebedouro, os policiais tem que tirar do próprio bolso para tomar água”, disse.

Policiais

Inconformada com a situação interna das unidades de polícia em Manaus, a fonte relatou o descaso vivido na segurança pública. “Não tem água na Delegacia do 14º DIP. Agora a pouco, chegou uma cobradora de ônibus que a linha foi assaltada, ela pediu um pouco de água para tomar depois do susto que passou, mas não tem água, nem para os policiais. Se quiser tomar água tem que comprar, fazer cotinha, tem gente que leva garrafa térmica, é um descaso total”, relatou.

Segurança

Há meses, esta coluna vem denunciando o descaso enfrentando pela Polícia Militar (PM) e Polícia Civil (PC), falta de equipamentos, armamento, munição, transporte, infraestrutura, efetivo, são inúmeras. Apesar de faltar viaturas de qualidade para os servidores da segurança pública, o Governo do Amazonas está em dia com contrato voltado para manutenção e fornecimento de carros para a segurança pública.

Pandemia

No final de maio deste ano, o policial militar Gilberto Sena morreu no Pronto-Socorro Platão Araújo, vítima de Covid-19. O profissional estava internado há dias e, de acordo com amigos, morreu pela falta de remédios para tratar a doença. Segundo relatado, o policial só foi medicado no primeiro dia na unidade, posteriormente, a esposa dele foi informada da falta do remédio e orientada a ‘conseguir’ o medicamento com o próprio recurso financeiro, fora da unidade de saúde.

Descaso

Sem medicamento e tratamento eficaz para a infecção do novo coronavírus, o quadro de saúde do PM Gilberto Sena piorou rapidamente. Após alguns dias internado na unidade hospitalar, o policial não resistiu e morreu. Segundo um amigo da vítima que acompanhou o caso e se revoltou, denunciou o descaso com a categoria que tem atuado na linha de frente da pandemia de Covid-19. Apesar do amigo dizer que a morte foi por coronavírus, a Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas informou que no laudo da autópsia aponta como causa da morte pneumonia viral, que é uma das possíveis doenças em decorrência do vírus.

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