Quem é mais louco? O eleitor que vota em Wilson ou o próprio governador que deseja tentar a reeleição?

Na tentativa de tentar viabilizar sua reeleição, Wilson Lima mexe o tabuleiro e os personagem são bem conhecidos da população amazonense

Manaus – Sempre é fácil escrever em cima dos fatos. O que não falta, são fatos nesse governo. Fatos até explicáveis demais. Na tentativa de tentar viabilizar sua reeleição, Wilson Lima mexe o tabuleiro e os personagem são bem conhecidos da população amazonense. Lima, na prática, tenta sair das cordas e reforça seu time para ter controle sobre peças-chave do xadrez de seu governo.

Tabuleiro

A deputada estadual Alessandra Campêlo está na Secretaria Estadual de Assistência Social (Seas) e trabalha em duas frentes, a primeira: cuidar da sua própria reeleição e a segunda: dialogar com as classes C, D e E para diminuir a rejeição do governador Wilson Lima. A última pesquisa que mediu a rejeição do governador Wilson Lima foi o Ibope. A pesquisa foi divulgada pelo Grupo Rede Amazônica no dia 21 de novembro de 2020, antes da segunda onda da Covid-19. O governador do Amazonas apareceu com 70% de rejeição.

Respiração

O governador começa a respirar, a pressão das ruas acabou e a pressão no parlamento diminuiu. Wilson Lima dorme no berço esplêndido da morosidade da justiça brasileira. Mas, muitas perguntas e questionamentos continuam: Cadê a vacina? O governo está preparado para o agravamento da pandemia e da crise social? O auxílio emergencial irrisório para fazer frente à escalada de preços da cesta básica, continuam aumentando a miséria.

Reeleição

O chefe do Estado sabe que suas chances de reeleição são mínimas. Pesquisas de consumo internas de partidos políticos mostram que Lima tem no melhor cenário 3%. Número que talvez não leve ele nem para o segundo turno, mesmo trabalhando com a poderosa máquina do Estado nas mãos. Mas, a cadeira de governador que queima biografias, também empodera. Quem senta nela, nunca mais quer sair. Os “caras” ficam doidos. O poder desperta manias: uns se fascinam pelo luxo, outros pelo sexo fácil, mas todos querem o poder, ninguém quer ir embora, mesmo quando a festa acaba. O cara que senta naquela cadeira tem pacto com a insanidade. Pode acreditar.

Loucura

O que é mais louco? O eleitor que vota na reeleição de Wilson Lima ou o próprio governador que tentar viabilizar sua reeleição? Loucura e poder andam de mãos dadas. Quem senta naquela cadeira acaba se convencendo que virou alguma coisa. Wilson, morava em um apartamento modesto de dois cômodos, tinha um carro popular e muita dificuldade de pagar as contas no fim do mês. Poucos dias depois de vencer a eleição, mesmo antes de ser empossado governador, já tinha deixado a vida modesta e agora mora em uma mansão no Condomínio Residencial Jardim Vila Rica. Mas, o que Wilson Lima nunca teve foi protagonismo. O poder para ele nunca foi um exercício solitário, Lima compartilhou e dividiu o poder.

Poder

Perder o poder, significa que ele também perdeu a capacidade de governar direito. O poder embriagou o nosso ‘Odorico Paraguaçu’. É inegável que Wilson Lima conseguiu reagrupar sua base aliada e diminuir a oposição na Assembleia Legislativa. Lá, ele continua forte e com todas as chances do mundo de se manter no cargo até 2022.