Secretaria de Segurança deu ‘pino’ em Policiais Militares que trabalharam na eleição

Conforme denúncia, militares enviados para cidades do interior ainda não receberam o valor da diária que seria utilizada para custear a permanência no local

Manaus – Durante as eleições municipais 2020 no Amazonas o sistema de Segurança Pública designou a operação “Eleições 2020” e enviou policiais para diversos municípios do Estado. De acordo com denúncia de um policial que participou dessa operação, até hoje, nenhum deles recebeu o valor da diária que seria utilizada para custear a permanência no município, ou seja, para arcar com custos de transporte, alimentação, hospedagens, entre outros. Os policiais não receberam nada e ainda, segundo a denúncia, alguns não tinham dinheiro suficiente para comprar sua alimentação. Negligência, incompetência ou ingerência?

Segurança

Segundo divulgado pela Secretária de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), no total 3,2 mil membros da segurança participação diretamente das eleições municipais deste ano que engloba ações da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM). Sabe-se que cerca de mil policiais militares foram movimentados de suas unidades, tanto na capital como no interior do Estado para manter a ordem e tranquilizar o pleito eleitoral nas 61 cidades do interior do nosso Amazonas, com exceção da capital.

Polícia Militar

Segundo a denúncia de um policial que participou da operação e pediu para não ser identificado por medo de represália, até agora nenhum deles recebeu o valor das diárias. “Isso tem que ser planejado, falta de gestão, o cara é incompetente, não sabe gerir o recurso. Eu fui e voltei e o dinheiro não caiu. Acontece que nenhum dos mais de mil policiais que foram enviados receberam o valor das diárias que é de R$ 120. Nunca, em anos na corporação, passei por isso. Não existe”, explicou.

Recurso

A incompetência em gerir o recurso e repassar aos policiais em questão é única e exclusiva da Secretaria de Segurança Pública (SSP), o que se viu foi a incapacidade de fazer um repasse. “Em conversa com o juiz eleitoral da comarca em que eu estava, soube que a verba referente ao pagamento desse deslocamento já havia sido repassada às contas da Secretaria de Segurança Pública, que faria o crédito na conta dos militares. No mínimo, uma grande falta de respeito com quem carrega consigo o brasão da centenária polícia militar e a bandeira do Estado, dispostos nas mangas da camisa, esses homens, retornaram com o dever cumprido, a missão foi executada, mas não foi sem alteração; o ego e o brio desses homens e mulheres policiais militares foi manchado”, disse.

Gestão

De acordo com o Estatuto do Funcionário Público Estadual, qualquer deslocamento do servidor da sede por mais de 12 horas, o servidor tem direito a uma diária. Ainda segundo a denúncia, essa foi a primeira missão realizada pelo TRE em que o dinheiro não é repassado pela SSP. “Essa foi a única vez que viajei e que não recebi o valor das diárias antecipadas ou durante a missão. Eu tinha uma reserva, mas nem todo policial tem essa reserva. Teve policial que não tinha um real para pagar uma água e teve que contar com a sorte. De forma humilhante tivemos que contar com a ajuda dos colegas de farda que lá se encontravam para não passar necessidade”, enfatizou o PM.

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