Wilson Lima contrata empresa paraense por R$ 600 mil e pacientes reclamam falta de materiais cirúrgicos

Na última semana, pacientes reclamaram e denunciaram a ausência de material e as imensas filas cirúrgicas no Hospital Universitário Francisca Mendes

Manaus – Diariamente a população do Amazonas denuncia a falta de equipamentos e materiais necessários para a realização de cirurgias no hospitais públicos. Na última semana, pacientes reclamaram e denunciaram a ausência de material e as imensas filas cirúrgicas no Hospital Universitário Francisca Mendes, mas, de acordo com o Portal da Transparência, o governo do Amazonas contratou por quase R$ 600 mil, uma empresa do Pará para fornecer material para cirurgia cardíaca.

Material cardíaco

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), contratou por meio de procedimento indenizatório sem cobertura contratual, através dos empenhos nº 2893, 2902 e 2903 de 2020, a empresa Hybrida Produtos Hospitalares Ltda., para serviço de fornecimento de material hospitalar para realizar cirurgias cardíacas na unidade de saúde. A Hybrida tem sede na cidade de Belém, no estado do Pará.

Cirurgia cardíaca

Segundo dados disponíveis no Portal da Transparência do Amazonas, a SES-AM contratou a Hybrida nos meses de junho, julho e agosto. De acordo com o relatório de execução de despesa, foram três notas de empenho emitidas, no dia 28 de setembro de R$ 274 mil e duas em 29 de setembro de R$ 194 mil e a última de R$ 116 mil. O valor total do contrato que já foi empenhado e liquidado é de quase R$ 585 mil.

Escassez de material

O curioso é que mesmo com o investimento de mais de meio milhão de reais pela SES-AM na compra de materiais para cirurgias cardíacas, os pacientes que estão internados no Hospital Universitário Francisca Mendes continuam denunciando o descaso e abandono que sofrem.

Histórias reais

Há poucos dias, divulgamos a batalha do senhor Antônio Pontes de Araújo de 50 anos, que ficou internado no Hospital Universitário Francisca Mendes por mais de cinco meses esperando o material, a válvula benta, para realizar a cirurgia cardíaca e finalmente viver mais tranquilo e seguro. “Cadê esse governo que não compra esse material? É gente morrendo, se acabando no leito, cada dia que passa a gente fica mais fragilizado. Nós queremos uma resposta do governo, que pelo amor de Deus nos ajude”, lamentou.

Sem material

Após longos meses no hospital, seu Antônio foi mandado para casa. A justificativa era para ele esperar cerca de três meses em casa, tempo que o material levaria para chegar na unidade. Segundo levantado, a peça custa em torno de R$ 60 mil. “Já estou há quase quatro meses na minha casa esperando essa válvula chegar. A gente vê muita coisa acontecer, desvio de dinheiro, verba grande e porque não me ajudam comprando esse material? Preciso fazer essa cirurgia com urgência”, disse o cidadão amazonense.

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