Constatando fatos 2

Agora, nesse último ano, com o atual governo, o Brasil passou a olhar com mais atenção para o consumidor brasileiro e reduziu a taxa básica para o seu menor patamar da história

Manaus – Sempre fomos muito massacrados, diariamente, com uma crueldade do mercado quase mais presente que o ar que respiramos: os juros. Em tudo que movimentamos, no nosso dia a dia, há juros simples e ou juros composto, presentes no cheque especial, nas parcelas do cartão de crédito, no atraso dos boletos e carnês, e também nos empréstimos.

O nosso País chegou a privilegiar o rendimento dos bancos e dos investidores com uma Selic – a taxa básica de juros -, de até 14,25% ao ano, em meados de 2015. Agora, nesse último ano, com o atual governo, o Brasil passou a olhar com mais atenção para o consumidor brasileiro e reduziu a taxa básica para o seu menor patamar da história, ao fechar dezembro de 2019 com 4,5% apenas. Menores juros significam menos pressão no orçamento familiar.

No entanto, para avançar como nação, o governo federal não pode deixar de olhar o País de acordo com as suas peculiaridades. Na última semana, a presidência manteve o decreto proposto pelo Ministério da Economia, que cortou os incentivos fiscais do setor de concentrados do Polo Industrial de Manaus (PIM).

A alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que já vinha sofrendo redução desde 2018, caiu de 10% para 4%. Diante das primeiras reduções desse incentivo, a gigante Pepsi deixou de produzir no PIM já no final de 2018.

Esse decreto veio na contramão das iniciativas de colocar o país de volta aos trilhos. Por isso, para seguir no projeto de sucesso para todos os brasileiros, inclusive os nacionais do Amazonas, o governo precisa devolver o mínimo sensato de incentivos para garantir a competitividade da ZFM. Sem isso, pelo menos 7 mil trabalhadores poderão ser demitidos.

*Deputado estadual da 15ª a 17ª legislatura, governador do Amazonas em 2017 e presidente estadual do partido Avante no Amazonas