Manaus, a porta da Amazônia

Atualmente, Manaus precisa trabalhar essa nova matriz econômica e construir atrativos amazônicos como um grande aquário com peixes da região e destravar o Parque Encontro das Águas

Manaus – A história de Manaus tem dois grandes momentos econômicos que impulsionaram a sua expansão, até se tornar a maior metrópole brasileira da Amazônia Legal. Hoje, a nossa cidade tem a chance de empreender com uma nova economia e se transformar em um polo turístico, especialmente no campo científico e ecológico.

Mas, para chegar a esse patamar, é preciso aprender com os erros e acertos do que já se viveu no primeiro grande momento econômico, o ciclo da borracha, e na segunda era econômica, que foi e ainda é a Zona Franca de Manaus (ZFM).

Atualmente, Manaus precisa trabalhar essa nova matriz econômica e construir atrativos amazônicos como um grande aquário com peixes da região; destravar o parque Encontro das Águas, desenhado por Oscar Niemeyer; e viabilizar a criação de um biopark nas proporções dos parques da Disney.

Como um portal para a Amazônia, Manaus também serve de ponto de partida para outros importantes atrativos como as cachoeiras de Presidente Figueiredo, o arquipélago das Anavilhanas – em Novo Airão -, a pesca esportiva em Barcelos, o turismo étnico em São Gabriel da Cachoeira e a vivência de Mamirauá, no Alto Solimões.

Apesar dos pesares, Manaus é hoje a cidade do Norte do País mais estruturada quando o assunto é recepção. O Aeroporto Internacional Eduardo Gomes é o maior da região. O Porto de Manaus ainda é um dos maiores portos flutuantes do mundo. Por eles, é possível ampliar o volume de entrada de turistas para a rota amazônica.

Há experiências no País, como na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, que mostram o interesse do mundo pelo turismo sustentável brasileiro. Por esse caminho, Manaus tem tudo para se consolidar como a porta de entrada da Amazônia.

*Bacharel em Direito, ex-presidente da ALE, ex-governador do Amazonas e atual presidente estadual do Avante no Amazonas

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