Resgate social

Na minha infância, depois da escola, os lugares que eu mais frequentava eram os campos das igrejas Católica e Adventista do Morro da Liberdade

Manaus – Desde criança, eu vejo os espaços públicos da nossa cidade como lugares de oportunidades, seja nos campinhos de pelada e nas quadras, com o esporte, ou nas pracinhas, com o lazer e as relações sociais. Na minha infância, depois da escola, os lugares que eu mais frequentava eram os campos das igrejas Católica e Adventista do Morro da Liberdade, além do campo do Noroeste e o do Betanhão. Lugares onde fiz amigos e ocupava a mente com sonhos.

Trago essa lembrança porque, mais uma vez, Manaus volta a chamar a atenção do noticiário nacional, não por conta de fatos positivos, mas sim pela explosão da violência na cidade. Um problema que se agrava diariamente, por conta da ausência do Estado no amparo às famílias, principalmente à juventude. Abandonada, ela vem sendo convocada em grande número por grupos criminosos.

Uma cidade de 2,2 milhões de habitantes, Manaus conta hoje com, aproximadamente, 400 espaços públicos como quadras, campos esportivos e pracinhas. Lugares que podem ajudar o poder público no combate à violência e a criminalidade. Mas é necessário coragem e vontade política para transformar esses ambientes em centros de influência social, com atividades que envolvam a comunidade do seu entorno e garantam oportunidades aos jovens e às famílias.

Agora, para que essa política social funcione não apenas como uma ação temporária de um governo, faz-se necessário envolver forças públicas, como o Conselho Tutelar, as secretarias municipais de Esporte, Educação, Ação Social, Empreendedorismo, entre outras. Assim, os centros de influência social têm tudo para se tornar uma grande ferramenta de resgate e impulsionamento, até mesmo de carreiras no meio esportivo e cultural.

*Deputado estadual da 15ª a 17ª legislatura, governador do Amazonas em 2017 e presidente estadual do partido Avante no Amazonas

Anúncio