Governador, de fato, Carlos Filho

Para explicar as inúmeras denúncias de corrupção, ele resolveu atribuir-me a pecha de desrespeitoso com os meus eleitores, pelo simples fato de eu exercer o meu direito parlamentar de fiscalizar e denunciar as mazelas de um governo incompetente e descompromissado com o povo que o elegeu

Manaus – O vice-governador e chefe da Casa Civil, governador de fato, Carlos Alberto Almeida Filho, na ausência de argumentos que se prestem, minimamente, para explicar as inúmeras denúncias de corrupção e de mau uso dos recursos públicos estaduais, resolveu atribuir-me a pecha de desrespeitoso com os meus eleitores, pelo simples fato de eu exercer o meu direito parlamentar de fiscalizar e denunciar diuturnamente as mazelas de um governo incompetente e descompromissado com o povo que o elegeu.

Aliás, fique ciente o governador de fato, se não sabe, que desrespeito com eleitor é a omissão do gestor que pode fazer, a exemplo do chefe da Casa Civil, e nada faz em relação às dispensas de licitação graciosas, milionárias e os desvios de toda ordem que ocorrem em quase todos os setores do governo estadual, em especial na Secretaria de Educação.

Desrespeitar os eleitores, alguém diz isso ao Carlos Filho, é ignorar que o proprietário da empresa de transportes Dantas, apesar de ter confessado os mais diversos crimes ao procurador Carlos Alberto Almeida (pai), do Ministério Público de Contas, até hoje nada foi apurado ou mudado naquela secretaria, onde tudo “continua como dantes no quartel de Abrantes”.

É lá, sim, onde o desrespeito total permite que os ratos sequer sejam importunados e todos permaneçam gordos e ilesos, empanturrados nos queijos suculentos dos recursos do transporte escolar dos estudantes amazonenses.

Quanto à ameaça velada de o governador de fato se reservar o direito de observar as minhas demandas em relação ao governo dele, em tom de retaliação, além de desnudar o bravateiro da Compensa, que ele é, isso só lhe confirma o desejo insano de fingir em não saber que eu jamais apresentei a esse governo qualquer demanda de conchavo, não republicana, embora convites não tenham faltado como moeda de troca do meu silêncio.

*Deputado estadual (Progressistas) 

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