Feirantes e agricultores abandonados

Em um vídeo que circula nas redes sociais, o vice prefeito do nosso Iranduba, ‘Eduardo da Pesca’, ao invés de fazer projetos e procurar meios de ajudar nossos trabalhadores, agride e bate em vendedores de peixes

Manaus – Qualquer cidadão sabe como as feiras livres são um importante espaço de comercialização dos produtos da agricultura familiar, além de serem, é claro, um espaço de socialização, identidade regional e cultural, além de um local de articulação política.

O município de Iranduba carece de uma atenção especial para fortalecer as feiras da cidade que estão em estado deplorável. Estes locais poderiam ser usados como centros turísticos, no entanto, ao invés disso, vemos os agricultores padecendo com a falta de incentivo.

De fato, não há nenhum projeto do atual prefeito para melhorar estes importantes locais de comercialização. Precisamos tratar deste assunto com carinho. As poucas feiras existentes em Iranduba nunca foram reformadas e não tem, sequer, um estacionamento decente aos clientes. Os trabalhadores e agricultores tem que ‘se virar’ para dar um ar agradável ao seus clientes, pois, se esperar do poder público, vão passar fome.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, o vice prefeito do nosso Iranduba e também presidente da Colônia de Pescadores, Eduardo Cavalcante, mais conhecido como ‘Eduardo da Pesca’, ao invés de fazer projetos e procurar meios de ajudar nossos trabalhadores, agride e bate em vendedores de peixes que, com muito sacrifício, tentam vender seus produtos. Uma verdadeira vergonha e falta de respeito.

Iranduba é considerado um dos maiores centros de hortaliças e legumes da nossa região, apesar da falta de investimentos. Nossas estradas e ruas – incluindo os ramais – estão totalmente abandonadas. Esta situação causa grande prejuízo aos agricultores que perdem suas produções de melancia, milho, macaxeiras e outras, por não conseguirem entregar seus produtos aos comerciantes ou ao consumidor final.

Quem vive na cidade, sabe do que estou falando. Estradas totalmente esburacadas e com verdadeiras crateras nas quais o produtor que tiver um transporte próprio, terá que gastar muito dinheiro na manutenção dos veículos.