A força do consumidor

Se de todos os direitos que o consumidor tem ou deveria ter, o direito de saber é o mais importante, e dele deriva todos os outros direitos do consumidor

Manaus – Mais um ano novo se inicia, inaugurando uma nova década, e com ele a esperança de um futuro melhor para o consumidor. Ao olharmos a década passada, vimos muitas mudanças positivas do mercado, impulsionadas por tendências dos consumidores.

A última década observou um florescimento de instrumento de defesa dos direitos do consumidor. Comissões especiais espalharam-se pelas casas legislativas municipais, Procons foram criados em todos os Estados e nas grandes cidades e novas organizações da sociedade civil surgiram. A despeito de todas as conquistas, ainda há a muito trabalho a ser feito.

A nova era digital, com todos os seus benefícios e percalços, nos trará novos desafios, seja no comércio eletrônico, na digitalização dos serviços bancários e médicos, ou na internet das coisas, no qual a maioria dos bens e serviços consumidos será transportado para plataformas digitais (‘a nuvem’). Novos problemas surgirão, e exigirão dos consumidores uma posição crítica e uma mobilização efetiva por melhorias.

A palavra de ordem na próxima década é a transparência, em todos os níveis da sociedade. Devemos exigir transparência total, que irá se irradiar em todas as esferas, seja na atuação do poder público, na prestação dos serviços públicos e na utilização dos impostos, ou na empresas privadas, que utilizam nossos dados pessoais.

Se de fato vivemos na 4ª revolução industrial e na ‘Era da Informação’, como consumidores, temos que exigir transparência total nas relações de consumo. Essa transparência deve ser mais que uma palavra de ordem, ela deve se traduzir em melhorias concretas aos consumidores nos próximos anos, desde problemas mais complexos como proteção de dados de usuários das redes sociais, até as relações de consumo mais corriqueiras, como maior transparência nas fatura de concessionárias ou de cartão de credito.

Se de todos os direitos que o consumidor tem ou deveria ter, o direito de saber é o mais importante, e dele deriva todos os outros direitos do consumidor. Assim, nesta década, se esforce consumidor! Reclame, lute pelo o que é seu e lute até o fim, pois somente assim é que o verdadeiro progresso acontece. Feliz ano novo e um abençoado 2020. Estamos juntos, Amazonas!

*Deputado estadual (Republicanos) e presidente da CDC/ALE

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