O fim da Sejel

Acabar com essa secretaria é desacreditar no esporte como instrumento de inclusão social e de construção de bons caminhos pra nossa juventude

Manaus – Na Olimpíada de Los Angeles de 1984, o Brasil ganhava sua primeira medalha em esportes coletivos.
A medalha de prata da seleção de vôlei formada por Renan, William, Bernard, Montanaro, Amauri, Xando, Fernandão influenciou uma geração que passou a amar o vôlei e o fez o segundo esporte nacional.

Eu, era um menino de 11 anos, passei a amar o vôlei, esporte que esteve presente em toda a minha adolescência, juventude e até parte da idade adulta.

Foi a dedicação ao vôlei que me ajudou a superar a perda precoce do meu pai, foi esse esporte que ocupou meus dias mais doloridos e que também me deu alguns dos dias mais felizes.

E assim, com aquela medalha de prata, que agora completa 35 anos, o esporte e a atividade física entraram na minha vida para nunca mais sair.

Sou prova de que o esporte pode guiar a vida de uma pessoa por bons caminhos. Os treinos e as competições ocupam tempo dos nossos jovens. A disciplina necessária nos treinos e o respeito as regras educam para a vida. A dedicação na busca das vitórias e a humildade para respeitar e aprender com as derrotas formam cidadãos.

Conto toda essa trajetória para lamentar a decisão do governador do Amazonas de acabar com Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).

Acabar com essa secretaria é desacreditar no esporte como instrumento de inclusão social e de construção de bons caminhos pra nossa juventude. É desacreditar dos nossos atletas, treinadores, profissionais de Educação Física e toda uma equipe multidisciplinar que mantém o esporte vivo no Amazonas, apesar de tantas dificuldades.

*Advogado, professor, escritor e deputado federal

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