Procura-se um prefeito!

A eleição para prefeito que se aproxima poderia significar um renovar de esperanças, mas pessoas já não acreditam em nada e a desesperança é transformada em indignação contra a política

Manaus – Por conta do recesso da Câmara dos Deputados, estive mais em Manaus nos últimos tempos. Tenho conversado com muita gente e andado pela cidade. É impressionante a falta de perspectiva e de esperança das pessoas com o futuro da cidade. Há misto de conformismo e indignação.

A eleição para prefeito que se aproxima poderia significar um renovar de esperanças, mas pessoas já não acreditam em nada e a desesperança é transformada em indignação contra a política, como se houvesse saída para os nossos problemas fora dela.

Aqueles que se colocam como candidatos à sucessão do atual prefeito conformam-se em serem candidatos das suas vaidades. Não andam pela cidade, não sentem o pulso da nossa gente mais sofrida, que tanto precisa dos serviços públicos oferecidos pela prefeitura.

Em 2016 fui candidato a prefeito e tive a hora de ter, no segundo turno, quase a metade dos votos da cidade. Mas isso não aconteceu por acaso.  Na pré-campanha, visitei cada canto da cidade, reuniões com cinco ou 100 pessoas tinham o mesmo valor para mim. Reuni gente da academia, dos movimentos sociais, da sociedade em geral para fazer um diagnóstico dos problemas da cidade e apontar soluções. Conversei com partidos, lideranças, pré-candidatos a vereador e com gente que simplesmente estava disposta a ajudar a cidade.

Na eleição era mais que um simples candidato, havia um projeto para a cidade. O povo na sua soberana decisão escolheu reeleger o atual prefeito, mas não tenho dúvidas de que contribui com nossa cidade. Nessa eleição, não serei candidato, mas me angustia o silêncio de quem é sobre os problemas de Manaus e as dores dos meus irmãos manauaras.

*Advogado e deputado federal

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