Respeito às mulheres como nunca!

Coisas que parecem tão óbvias, na atualidade, como a igualdade entre homens e mulheres foram garantidas por conquistas legislativas à custa de muitas lutas de mulheres importantes e anônimas

Manaus – É inegável que vivemos em uma sociedade, eminentemente, machista. Pensamento coletivo formado por séculos de preponderância masculina, que nos faz refletir como conquistas tão triviais como a igualdade do direito ao voto, aconteceu a apenas 88 anos atrás, ou ainda, que as mulheres precisavam de autorização do marido para diversos atos da vida civil há pouco mais de 50 anos.

Coisas que parecem tão óbvias, na atualidade, como a igualdade entre homens e mulheres foram garantidas por conquistas legislativas à custa de muitas lutas de mulheres importantes e anônimas que permitiram um Estado de Direito que, no papel, é garantidor dessa igualdade.

Mas a igualdade acontece na vida real? Esse histórico brasileiro alimentou e ainda alimenta a cultura do machismo, mesmo aqueles que não se dizem machista, participam de brincadeiras machistas, comportamentos machistas, piadinhas que não devem ser comuns, mesmo num ambiente formado por homens.

No período do Carnaval, brotam campanhas contra o assédio às mulheres, o respeito às escolhas, o entender que um “não é um não”, o respeito às liberdades individuais. Puxando a brasa para a nossa sardinha, destaco a campanha da Comissão da Mulher Advogada, neste sentido.

Ninguém nasce violento ou racista, esse comportamento vem sendo moldado pelos exemplos dentro de casa, na comunidade, na sociedade, o que nos remete à responsabilidade como integrantes dessa mesma sociedade, como pais, maridos, namorados, filhos, com o objetivo de formar uma geração diferente da nossa.

Que o Carnaval seja todos os dias, não apenas pela alegria desta quadra, mas pela preocupação com as mulheres, com as campanhas de respeito, que possamos a partir dos exemplos desconstruir esta triste cultura do machismo, de forma que não precisemos mais de campanhas, que o respeito ao gênero humano seja a tônica da sociedade que queremos viver.

*Presidente da OAB-Amazonas

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