Crime: centro de preocupações

As políticas públicas dos últimos 20 anos, pioraram o quadro e consolidaram de vez a certeza dos delinquentes de que, ainda que detidos, sairão, mais cedo ou mais tarde, sem ser punidos

Manaus – Sentir-se seguro. Não há desejo maior das pessoas. Jovens e idosos, homens e mulheres, ricos e pobres, a criminalidade está atingindo a todos. Nesse quesito, nossos antepassados eram felizes e não sabiam. Até o início do século passado, se contava nos dedos de uma mão os delitos violentos. Casas com janelas e portas destrancadas, vida diurna e noturna sem grandes perigos. O que houve com nossa sociedade? Como chegamos ao absurdo de assaltos, homicídios e crimes sexuais que se vive hoje?

As razões são várias, mas quero ressaltar uma: a certeza da impunidade. Após o regime militar, construiu-se em 1988, uma Constituição Cidadã com largos e extensos direitos individuais e coletivos, em resposta a segregação de liberdades vivenciada (em especial, de perseguidos políticos). No entanto, essas garantias voltadas aos cidadãos de bem passaram a ser usadas por assassinos, traficantes e criminosos da pior espécie, que enxergaram nas salvaguardas constitucionais, verdadeiras brechas para cometer delitos e mesmo depois de presos serem soltos, ao arrepio e indignação das vítimas.

As políticas públicas dos últimos 20 anos de: desencarceramento, desarmamento da população e concessão de benefícios como saídas temporárias de presos, pioraram o quadro e consolidaram de vez a certeza dos delinquentes de que, ainda que detidos, sairão, mais cedo ou mais tarde, sem ser punidos. Chegou a hora de rever todas essas medidas. Não podemos mais ser reféns do crime e prisioneiros nas nossas próprias casas. Que venham logo novos rumos ao combate dos criminosos, como é o caso do pacote anticrime de Sérgio Moro. A paz e a tranquilidade precisam voltar a ser nossos vizinhos, todos os dias.

*Deputado federal (PSL) e delegado de Polícia Federal