Viajar de avião

Em suma, quem deseja preservar a Amazônia tem que lutar também para que os custos sejam reduzidos às populações amazônidas, entre eles o custo aéreo que só aumenta a cada dia

Manaus – Desde o primeiro voo realizado pelo brasileiro Santos Dumond, o avião é um dos mais fascinantes meios de locomoção. Com a evolução da sociedade, vencer distâncias tornou-se algo imprescindível e voar é o jeito mais veloz de se chegar ao longe. Principalmente em lugares como nosso Amazonas, com medidas continentais e necessidades colossais.

A Constituição da República Brasileira diz que todos somos iguais perante a lei. Desta forma, para que os amazonenses sejam tratados de maneira justa conforme a lei, deveriam existir aeroportos em todos os municípios, algo que está longe de acontecer, com passagens aéreas que também deveriam custar menos, realidade essa que nunca ocorreu.

Mundialmente se fala em preservar a Amazônia, ideal que sou defensor inarredável, no entanto, defendo mais ainda a vida digna do povo do Amazonas. Se os líderes e pensadores mundiais querem a selva em pé, deveriam imaginar que nossa floresta – apesar de rica – não produz de tudo e não será derrubada para gerar plantações e pastagens, se não for necessário.

Por isso, insumos, alimentos, medicamentos e outros produtos só podem chegar aos moradores da Amazônia vindos de outros locais, porém, sem nenhum incentivo, acabam chegando por via aérea e a preços quase impagáveis dada a realidade de nossos irmãos, fazendo de um direito universal um privilégio para poucos. Em suma, quem deseja preservar a Amazônia tem que lutar também para que os custos sejam reduzidos às populações amazônidas, entre eles o custo aéreo que só aumenta a cada dia.

*Deputado federal (PSL) e delegado da Polícia Federal

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