Cinetose: a doença do movimento

Cinetose é um problema que tem causado dores de cabeça em muita gente e acomete indivíduos de todas as idades

A história é sempre a mesma. Uma sensação de náusea, vômitos, vertigem, suores frios e mal-estar, toda vez que se viaja de automóvel, avião, barco, ônibus ou mesmo quando se brinca em um parque de diversões. Esses são sintomas frequentes da cinetose, também conhecida como doença do movimento, um problema que tem causado dores de cabeça em muita gente e acomete indivíduos de todas as idades.

De acordo com a Associação de Transtornos Vestibulares dos Estados Unidos, entre 25% a 40% da população sofre com algum nível de cinetose, o que é um número alto se levarmos em consideração que a condição está relacionada principalmente a desconfortos quando da utilização dos meios de locomoção habituais dos indivíduos. Mais afinal, do que se trata essa doença?

A cinetose é o resultado de uma incompatibilidade entre o movimento que se enxerga e a sensação percebida pelos ouvidos, mais especificamente pelo aparelho vestibular, um grupo de órgãos localizado na área interna do ouvido e responsável pelo equilíbrio corporal. Na prática, os olhos e ouvidos entram em conflito sobre a percepção do movimento, quando os sinais que o cérebro recebe através dos olhos são diferentes do movimento sentido pelo corpo (ouvido) ocorre os desconfortos e sensação de mal-estar.

Alguns indivíduos como mulheres e crianças ou pessoas que sofrem com enxaqueca, são mais sensíveis a este tipo de alteração e, por isso, podem apresentar sintomas de cinetose mesmo em movimentos “mais comuns”. Porém, qualquer indivíduo pode ser afetado pela doença, seja ele saudável ou não. E vale lembrar que além dos movimentos em meios de transportes, outros fatores também podem levar a condição, como os estímulos visuais de realidade virtual e brinquedos de parques de diversão (roda-gigante, montanha-russa, etc.).

Os sintomas podem ainda ser agravados quando se está fazendo outra tarefa em movimento, como ler ou utilizar o celular, pois os olhos ficam observando uma imagem fixa, enquanto o corpo continua sentindo os movimentos da viagem. Por isso é bom evitar essas atividades durante o percurso, afinal, nunca se sabe se a condição pode ser desencadeada.

O diagnóstico da cinetose pode ser feito pelo médico clínico ou otorrinolaringologista, que avalia o histórico do paciente e caso haja necessidade, pode solicitar exames. Alguns dos testes indicados são a videonistagmografia e o videoteste de impulso cefálico, que permitem identificar se há ou não algum comprometimento da função vestibular.

O tratamento é feito através de medicamentos que podem ser empregados tanto na prevenção quanto na eliminação dos sintomas e, principalmente, através da reabilitação vestibular. Esse último tratamento, indicado pelo especialista, envolve exercícios repetitivos que ajudam o sistema vestibular a se habituar aos estímulos.

Caso este seja o seu problema não se desespere. Vale a pena procurar o especialista para fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado. Afinal, tratar os problemas de saúde é essencial para quem busca qualidade de vida e longevidade. Fique bem !

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