Envelhecimento populacional é uma realidade

Segundo o IBGE, o número de pessoas com mais de 60 anos é superior ao de crianças com até 9 anos de idade

O Brasil terá mais idosos que jovens em 2060, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os dados mostram que existe uma forte tendência de envelhecimento da população já que, atualmente, o número de pessoas com mais de 60 anos é superior ao de crianças com até 9 anos de idade, o que chama a atenção para a nova realidade da sociedade brasileira.

Quando falamos sobre envelhecimento da população, as melhorias na saúde e na qualidade de vida são fatores determinantes desse processo, e isso gera impactos positivos, quanto à média de vida das pessoas, e negativos, quanto aos efeitos na economia de um país. Em 2019, o número de idosos no Brasil chegou a 32,9 milhões, demonstrando intenso e rápido processo de envelhecimento populacional.

Por conta disso, não resta dúvida de que o envelhecimento deve estar no topo das prioridades dos gestores. Do ponto de vista da saúde, devem ser desenvolvidas estratégias e locais adequados para a população de idade avançada, além da criação de ambientes especializados para o tratamento e prevenção das doenças crônicas.

Na questão previdenciária, a aposentadoria é extremamente importante para as pessoas nessa fase da vida, no entanto gera gastos para o poder público, com pagamentos dos aposentados e pensionistas, o que preocupa as lideranças governamentais.

O planejamento urbano deve ser levado a sério. Ruas e calçadas acessíveis, estacionamentos especiais e semáforos com um maior tempo para travessia dos idosos são algumas das soluções que facilitam a vida dos indivíduos e proporcionam manutenção da autonomia e independência dentro das cidades

Quando discorremos do envelhecimento populacional, estamos falando de um novo olhar sobre a sociedade e estrutura que nos cerca. Se envelhecer é uma realidade e fazemos parte dela, que a nova geração de idosos vivam em um ambiente adequado, desenvolvendo todo seu potencial com satisfação e qualidade de vida.

*Médico oftalmologista. Tem formação em Oftalmogeriatria, com especialização em Gerontologia e Saúde do Idoso. Atua como diretor clínico na Policlínica Codajás, é coordenador do ambulatório de oftalmologia na FUnATI (Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade ) e cursa mestrado em Doenças Tropicais e Infecciosas pela Fundação de Medicina Tropical (UEA/FMT – HVD)

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