Hipertensão e a covid-19

Frequentar consultórios e ambientes hospitalares para algumas pessoas se tornou algo complicado

Com a pandemia muitos pacientes retardaram ou abandonaram os tratamentos médicos diante do medo de contaminação. Frequentar consultórios e ambientes hospitalares para algumas pessoas se tornou algo complicado. Para os pacientes hipertensos isso é um problema, porque as chances de complicações pela doença são enormes, independentemente da associação com a Covid-19.

A hipertensão é um dos principais fatores para as doenças cardiovasculares, por esse motivo, os pacientes portadores do problema devem essencialmente realizar acompanhamento médico e manter uma rotina de cuidados que vão da alimentação adequada à prática de atividades físicas regulares. Isso, porque estudos mostram que ela responsável direta ou indiretamente por metade das mortes por doenças cardiovasculares no mundo.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), a doença atinge uma média de 25% da população adulta no Brasil – entre 35 e 40 milhões de pessoas – e responde por cerca de 350 mil óbitos anuais, sendo responsável também por 80% dos casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) um número extremamente elevado.

No período de pandemia, os pacientes devem manter o acompanhamento de rotina e não interromper por conta própria o uso dos medicamentos prescritos pelo médico. Mesmo porque, alguns pacientes nesse período têm feito isso com frequência. Não se pode esquecer que apesar de estarmos diante de um novo problema de saúde pública, o indivíduo não deve negligenciar os tratamentos em andamento ou os já realizados. É uma questão de bom senso.

Com o início de um novo ano, a expansão da vacina e a diminuição no número de casos graves, o momento é oportuno para a retomada dos cuidados com a saúde. Simples assim. Buscar acompanhamento para as doenças existentes, mesmo agora nesse período é essencial.

Na pandemia muitos pacientes deixaram de lado o acompanhamento médico. No caso dos hipertensos isso é um problema. A doença sem tratamento adequado pode evoluir com complicações e ocasionar a morte do indivíduo. Se for o seu caso, não se desespere, procure seu médico e retorne os acompanhamentos regulares, nunca é tarde para cuidar da saúde, lembre-se, seu coração agradece.

 

*Médico oftalmologista. Tem formação em Oftalmogeriatria, com especialização em Gerontologia e Saúde do Idoso. Atua como diretor clínico na Policlínica Codajás, é coordenador do ambulatório de oftalmologia na FUnATI (Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade ) e cursa mestrado em Doenças Tropicais e Infecciosas pela Fundação de Medicina Tropical (UEA/FMT – HVD).

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