O idoso, as quedas e o risco de vida

Segundo pesquisa, um em cada três indivíduos com mais de 65 anos já sofreu algum tipo de queda que pode culminar em internação hospitalar

Existe uma máxima que diz que há dois momentos na vida onde é comum cair. O primeiro é na infância e o segundo na velhice. Os dados confirmam. De acordo com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), um em cada três indivíduos com mais de 65 anos já sofreu algum tipo de queda que pode culminar em internação hospitalar.

As quedas, sem dúvida, podem influenciar no futuro do idoso. Quanto maior a idade do indivíduo, maior o risco de gravidade nas lesões. E isso acontece em grande parte por conta da fragilidade natural do organismo. Apesar disso, existem formas fáceis e práticas de manter a saúde e evitar os acidentes.

A realização de exames gerais e de visão são um ponto importante. A inclusão de atividades de fortalecimento muscular, que podem incluir o pilates, musculação e exercícios de baixo impacto também são recomendados. Em casa, cuidados simples como evitar os tapetes e a utilização de barras de apoio e proteção nos banheiros funcionam bem, além, claro, das demais adequações que se fizerem necessárias para o ambiente seguro. Vale lembrar que a prudência no dia a dia é muito importante.

As consequências dos acidentes vão desde pequenos machucados à necessidade de internação, com possibilidade, inclusive, do uso contínuo de bengalas e andadores. Lembrando que o paciente acamado sofre riscos por conta de complicações, podendo sofrer queda abrupta na qualidade de vida.

Os dados do Into não mentem. Nos indivíduos com 80 anos ou mais, os acidentes chegam a 40% anualmente. E nos que vivem em asilos ou casas de repouso, a frequência nas quedas chega a absurdos 50%. Esses são números que chamam atenção e nos levam a reflexão sobre o envelhecimento, adaptação e os cuidados diários.

Levando em conta o risco das quedas, a palavra-chave deve ser a prevenção. Manter os cuidados com a saúde física e mental, realizar adequações em casa e nos espaços compartilhados são atitudes indispensáveis. Aos idosos e familiares, o objetivo é manter um ambiente apropriado que proporcione qualidade de vida e preserve a segurança, afinal de contas, estamos todos na melhor idade.

*Médico oftalmologista. Tem formação em Oftalmogeriatria, com especialização em Gerontologia e Saúde do Idoso. Atua como diretor clínico na Policlínica Codajás, é coordenador do ambulatório de oftalmologia na FUnATI (Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade ) e cursa mestrado em Doenças Tropicais e Infecciosas pela Fundação de Medicina Tropical (UEA/FMT – HVD)

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