Outubro Rosa: pandemia e prevenção

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), só no Brasil, a doença acomete a cada ano cerca de 66 mil mulheres

Outubro é conhecido como o mês de prevenção ao câncer de mama. Uma doença silenciosa que, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), só no Brasil, acomete a cada ano cerca de 66 mil mulheres. Nesse período em especial, até esta data tão importante no calendário da saúde, foi afetada pelos reflexos da pandemia.

De acordo com o Inteligência em Pesquisa e Consultoria (IPEC ), 47% das mulheres brasileiras deixaram de marcar consultas com ginecologista e mastologistas em decorrência da pandemia, o que é preocupante, levando em conta que o diagnóstico precoce é fundamental. Como a identificação da doença parou de ser feita, é provável o aumento na taxa de mortalidade, o que impacta na sobrevida dos (as) pacientes. Esses reflexos serão sentidos mesmo muito tempo depois da pandemia.

Os números da mortalidade por câncer de mama são alarmantes. A doença é a causa mais frequente de morte por câncer no mundo: só em 2020 foram estimados 684.996 óbitos em decorrência deste tipo de câncer, o que equivale a 15,5% dos óbitos por câncer em mulheres. No Brasil, o câncer de mama também é a primeira causa de morte por câncer em brasileiras, sendo a mais frequente em 4 das 5 regiões do nosso País.

Apesar de existir há quase 15 anos, o movimento Outubro Rosa ainda sofre por conta da desinformação de grande parte do público. As mulheres idosas, transexuais e até os homens (em número menor) são propensos ao problema. É importante a existência de uma rede de apoio para estimular e fomentar estratégias no combate a esta, que é uma doença que causa grande impacto na saúde da população.

Apesar da pandemia assolar grande parte do mundo, é fato que uma hora vai passar. Mesmo com todas as dificuldades, nesse mês em especial, que a campanha Outubro Rosa tenha êxito que conscientizar, identificar e tratar precocemente os milhares de pacientes em todo nosso País. Que as pessoas possam ter a oportunidade de uma vida longa e saudável, mesmo com o fantasma da Covid-19 assombrando. Nosso futuro agradece.

*Médico oftalmologista. Tem formação em Oftalmogeriatria, com especialização em Gerontologia e Saúde do Idoso. Atua como diretor clínico na Policlínica Codajás, é coordenador do ambulatório de oftalmologia na FUnATI (Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade ) e cursa mestrado em Doenças Tropicais e Infecciosas pela Fundação de Medicina Tropical (UEA/FMT – HVD)

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