Contrato suspenso, farra evitada

Como tenho alertado, a atual gestão brinca com a causa pública e ocasiona severos danos ao erário. É injustificável gastar R$ 4 milhões para economizar R$ 5 milhões

Manaus – A decisão da presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), Yara Lins, no sentido de admitir a representação por mim interposta contra o governo do Amazonas e suspender o pagamento de R$ 4 milhões ao Movimento Brasil Competitivo (MBC), merece ser comemorada.

Tal instituição – longe de ser uma das mais renomadas do País – cobrou do nosso povo R$ 4,6 milhões por um contrato de 12 meses, ao custo mensal de R$ 340 mil. E ainda teve a desfaçatez de entregar um arremedo de reforma administrativa que economizaria R$ 5 milhões no mesmo prazo de um ano; um verdadeiro assalto aos cofres públicos.

Como tenho alertado, a atual gestão brinca com a causa pública e ocasiona severos danos ao erário. É injustificável gastar R$ 4 milhões para economizar R$ 5 milhões. Somente para se ter uma ideia, a reforma administrativa do governo de Santa Catarina vai economizar mais de R$ 1 bilhão por ano.

Não menos grave é o fato de o governador virar as costas para a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), dentre tantas outras instituições daqui da nossa terra que poderiam trazer um resultado muito melhor aos nossos cofres públicos, por meio de estudos da estrutura do Executivo.

Isso demonstra a total falta de competência da atual gestão do governo que (mesmo com um orçamento de quase R$ 19 bilhões) fez a maldade de congelar o salário dos servidores públicos estaduais por três anos e mudou o calendário de pagamento do funcionalismo, onde pela primeira vez passará as festas de fim de ano sem o salário de dezembro.

Na mesma esfera que comemoramos a decisão do TCE, esperamos que essa mesma Corte de Contas também acate minha outra denúncia contra a famigerada licitação do jatinho de luxo do governador, possibilitando a economia de mais de R$ 10 mi do tão sofrido povo do Amazonas. Continuamos firmes na fé e esperamos que dias melhores cheguem à nossa gente.

*Deputado estadual, economista, mestre em Sustentabilidade e Meio Ambiente e doutorando em Administração

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