Wilson Lima: fechar o comércio no final do ano é covardia contra os empresários e trabalhadores

De acordo com o decreto, serão 15 dias de fechamento previsto para durar até o dia 10 de janeiro

Manaus – No final do ano, os lojistas e comerciantes de Manaus aproveitam para aumentar as vendas e garantir a renda para o início do próximo ano. Mas, nesta semana, o governador Wilson Lima, decretou que a partir deste sábado, 26, só poderão funcionar normalmente os serviços essenciais. De acordo com o decreto, serão 15 dias de fechamento previsto para durar até o dia 10 de janeiro. As novas medidas permitem apenas o funcionamento de serviços considerados essenciais, o comércio e serviços não essenciais funcionarão apenas por drive-thru e delivery, até às 21h. Com essa decisão, os vendedores do comércio informal, protestaram nesta quinta-feira, 24, no Centro da cidade, contra o decreto e pediram mais consciência do governador do Amazonas.

Manifestação

Na noite desta quarta-feira, 23, no mesmo dia em que o governador do Amazonas anunciou o fechamento das atividades em Manaus, os comerciantes realizaram uma manifestação contra o fechamento do comércio, criticando a atitude do governador. Além disso, os comerciantes destacaram que esse período é o momento em que o comércio é aquecido por conta das compras e vendas de fim de ano.

Fechamento

Inconformados com a decisão do governador Wilson Lima, a Associação dos Vendedores Ambulantes do Comércio Informal do Estado do Amazonas (Avacin) e o Sindicato dos Vendedores Ambulantes do Comércio Informal de Manaus (Sincovan) se reuniram na tarde desta quinta-feira (24), véspera de Natal para solicitar que o fechamento seja pelo menos, a partir do dia 1 de janeiro, já que muitos comerciantes se prepararam e investiram dinheiro na compra de mercadorias para a venda do final de ano.

Prejuízo

Segundo os comerciantes, sem a previsão de um fechamento, o setor ficará prejudicado. “Pedimos que pelo menos seja adiado o fechamento do comércio, pois empreendedores juntaram o restante de dinheiro que tinham para comprar produtos e outros, se endividaram no cartão de crédito. Essa conta vai chegar e não vamos ter vendido nada por causa do fechamento. Não queremos auxílio de nada, queremos trabalhar honestamente”, disse um comerciante.

Desgoverno

De acordo com o presidente da Avacin, Marquinho Maia, os comerciantes estão reivindicando seus direitos, já que não houve uma conversa prévia com o setor. “Não aceitamos essa medida absurda do senhor governador de fechar a cidade em plena festa natalina e de final de ano. Esses trabalhadores que estão aqui, são pai de família, empreendedores, camelôs e lojistas que estão sendo prejudicados com essa medida que é arbitrária. O governador no mínimo, deveria chamar as classes e representações para dialogar, dando um aviso prévio para que as pessoas pudessem se preparar. Não podemos aceitar essa medida, todos os empresários investiram em mercadoria e não é justo fechar o comércio em pleno dia 26 de dezembro. Nós não vamos aceitar governador, você está sendo injusto, insensato para com o povo que lhe elegeu e com a cidade que lhe acolheu. Não faça isso, transfira a data do decreto para o dia 1 de janeiro, nós não vamos fechar as nossas lojas”, disse.

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