Campanha a favor da realização de cultos religiosos presenciais ganha destaque no Brasil

A realização de cultos e celebrações religiosas é o primeiro item da pauta desta quarta-feira (7) do plenário do STF

Brasília – A campanha a favor da realização de cultos e celebrações religiosas presenciais em todo o País, com a #querominhaigrejaaberta, ganha força nas redes sociais. Recentemente, o movimento recebeu apoio do deputado federal Aroldo Martins (PR), vice-líder do Republicanos na Câmara.

Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal – STF (Foto: Divulgação)

“A igreja dá apoio à saúde física, psicológica e psiquiátrica das pessoas. A igreja faz bem para as pessoas, porque trabalha na fé e ajuda na recuperação das pessoas num todo”, afirma Martins.

O tema foi analisado de forma monocrática por ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). No último sábado (3), o ministro Nunes Marques autorizou cultos e missas no País ao atender uma ação da Anajure (Associação Nacional de Juristas Evangélicos) em Minas Gerais.

O magistrado avaliou que as celebrações realizadas com protocolos sanitárias poderiam ser consideradas essenciais, especialmente durante a Semana Santa.

Na segunda-feira (5), o ministro Gilmar Mendes divergiu do colega, em uma ação do PSD em São Paulo, e vetou a celebração de cerimônias religiosas.

O vice-líder do Republicanos avalia que a medida dada por Nunes Marques aumenta em 10 pontos percentuais os espaços públicos e cultos e missas.

“Aquilo que os Estados têm feito, de liberar 15% dos cultos presenciais, com distanciamento e todas as regras de higiene, aferição de temperatura, uso de álcool e gel, por exemplo… A liminar do ministro Kassio Nunes Marques tem 25%, um quarto da capacidade do lugar, que é uma possibilidade muito grande de distanciamento, e que a gente não vê que acontece nos grandes centros, nos ônibus, trens, bondes e em muitos outros lugares”, argumenta.

A realização de cultos e celebrações religiosas é o primeiro item da pauta desta quarta-feira (7) do plenário do STF. Tanto a AGU (Advocacia-Geral da União) como a PGR (Procuradoria-Geral da República) enviaram manifestações a favor da liberação de cultos e missas.

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