Caso Henry Borel: babá muda depoimento e nega agressões de Jairinho

A babá pediu para que Monique deixasse audiência e afirmou que nunca viu as agressões cometidas pelo ex-vereador Jairinho

Rio de Janeiro – Terminou, na madrugada desta quinta-feira (7), a primeira audiência sobre o assassinato do menino Henry Borel. A babá do menino, Thayná Oliveira, foi a última a ser ouvida. Antes de prestar depoimento, a babá pediu para que Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, saísse da audiência, pois afirmou que se sentia intimidada com a presença da mulher, e que Monique tentava colocar Jairinho como um monstro.

Terminou, na madrugada desta quinta-feira (7), a primeira audiência sobre o assassinato do menino Henry Borel (Foto: Reprodução)

Thayná deu uma nova versão do depoimento, prestado nesta quarta-feira (6). Na primeira versão, dada na delegacia, a babá afirmou que presenciou por três vezes as agressões que o menino sofria, e que Monique Medeiros sabia das torturas. Já neste último depoimento, Thayná afirmou que nunca viu as agressões cometidas pelo ex-vereador.
Após as divergências nos depoimentos, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu a prisão da babá por falso testemunho.
A ex mulher de Jairo prestou depoimento e pediu para que a mãe de Henry saísse também da audiência. Ela entrou em contradições e chegou a afirmar que não conhecia Monique.

O pai de Henry

O depoimento de Leniel Borel de Almeida Júnior, pai do menino Henry, foi iniciado no fim da tarde e seguiu pela noite. Muitas vezes emocionado e diante de Monique, Leniel deu detalhes da convivência com o filho e da rotina e dos fatos que antecederam a morte do menino.

Em depoimento, Leniel afirmou que o menino não queria voltar para a casa da mãe, e que a criança disse que “a mamãe não é mamãe boa”.

“Ele me pediu pra não ir, que por favor não, que no dia seguinte ele iria, e aí eu falei que a gente podia ir para Bangu, para a casa da avó. No caminho ele percebeu que estava indo até a casa da mãe, então ele começou a chorar muito e, quando ele ficava nervoso, ele vomitava, então começou a dar uma ânsia nele. Eu falei ‘vai filho, a mamãe é boa’. E ele disse: ‘a mamãe não é mamãe boa’. Monique disse que é uma questão da casa.”

Ao todo, 10 pessoas foram ouvidas e outras duas testemunhas não foram encontradas.

Anúncio