Distribuição de 1 milhão de doses da vacina Pfizer começa na segunda-feira

Ministro Marcelo Queiroga citou o armazenamento a frio da vacina como uma das razões para a mudança na data de distribuição, que seria nesta sexta

Brasil – O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que 1 milhão de doses da vacina Pfizer, que chegaram ao Brasil na quinta-feira (29), começam a ser distribuídas na próxima segunda (3).

A previsão dada pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde na última semana era de que os imunizantes contra a Covid-19 seriam distribuídos ainda nesta sexta-feira (30). No entanto, em conversa com jornalistas nesta tarde, o titular da pasta federal informou que a entrega deve começar na semana que vem.

doses da vacina da Pfizer (Foto: Justin Tallis/AFP)

A vacina da Pfizer pode ser aplicada em pessoas a partir dos 16 anos de idade (Foto: Justin Tallis/AFP)

O ministro citou o armazenamento a frio da vacina como uma das razões para a mudança na data.

“Ela tem uma logística de distribuição mais complexa. Precisamos alinhar com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), com o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), para que não haja qualquer tipo de dificuldade com esses novos imunizantes”, afirmou.

Armazenamento

A vacina da Pfizer já tem registro para uso definitivo aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e pode ser aplicada em pessoas a partir dos 16 anos de idade. A administração do imunizante deve ser realizada em duas doses, com 21 dias de intervalo entre elas.

As 27 capitais do Brasil vão receber a remessa anunciada. De acordo com o Ministério da Saúde, a distribuição será “proporcional e igualitária”. A entrega não será estendida aos demais municípios, devido à falta de estrutura para armazenamento das vacinas nesses locais.

As doses devem ficar guardadas entre -25°C e-15°C por até 14 dias. Ao chegar às salas de vacinação, os imunizantes serão armazenados entre 2°C e 8°C, e deverão ser aplicados em até cinco dias.

A primeira etapa de distribuição entregará 500 mil doses às capitais do país, destinadas à aplicação da primeira dose da vacina. Depois, a outra metade será entregue para a administração da segunda dose.

Eficácia

De acordo com os estudos publicados até o momento, a vacina tem eficácia de 95% e poucos efeitos colaterais. Nos testes feitos no Brasil, a eficácia aferida foi de 87,7%.

Há relatos raros de choque anafilático após a aplicação. As autoridades americanas sugerem que o paciente fique no posto de vacinação por pelo menos 15 minutos após a administração para garantir atendimento rápido no caso de algum problema.

A fórmula é baseada em RNA mensageiro, um método que, apesar de bastante estudado, nunca tinha sido usado em vacinas. O RNA mensageiro funciona como uma receita: quando introduzido no organismo, ele é processado e o corpo usa as informações contidas nele para produzir uma pequena quantidade da proteína Spike, usada pelo coronavírus para invadir as células.

Assim, o organismo é “apresentado” à proteína invasora e cria anticorpos contra esse fragmento do vírus. Caso a pessoa vacinada tenha contato com o coronavírus no futuro, já terá anticorpos para se proteger.

A tecnologia de vacinas com RNA mensageiro exige que as vacinas sejam mantidas congeladas em temperatura de cerca de – 70ºC. Porém, as doses da Pfizer podem ficar entre -15ºC e -25ºC por até 14 dias, e entre 2ºC e 8ºC por cinco dias.

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