‘Esperava a melhor hora’, diz anestesista preso acusado de estuprar pacientes

O anestesista é acusado de estuprar e filmar duas pacientes em hospitais públicos

Rio de Janeiro – A audiência de custódia que vai decidir se o médico anestesista Andres Eduardo Onate Carrillo vai continuar preso deve acontecer na tarde desta terça-feira (17). Ele foi ouvido na segunda-feira (16), depois de ser preso por estuprar duas pacientes durante cirurgias em hospitais no Rio de Janeiro.

(Foto: Reprodução – Redes Sociais)

Na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), Andres disse que “aguardava o melhor momento para esfregar” o pênis nas vítimas. Ele também afirmou que não sabia porque nutria dentro de si “a compulsão de ver e armazenar pornografia infantojuvenil”.

O anestesista é acusado de estuprar e filmar duas pacientes em hospitais públicos do Rio de Janeiro enquanto elas estavam sedadas. Os casos aconteceram em 2020 e em 2021. As investigações da polícia revelaram que também guardava mais de 20 mil arquivos de pornografia infantil.

‘Nunca vi algo tão cruel’, diz delegado após prender anestesista que guardava vídeos de estupros

“Tenho muita experiência em investigações em crimes desta natureza. Mas, especialmente sobre esse caso, nunca vi algo tão violento, tão cruel. Não só por armazenar esses vídeos, com conteúdo extremamente agressivo, mas também a violência contra as vítimas submetidas aos cuidados do profissional, que aproveita o momento de vulnerabilidade e comete esses abusos”, disse o delegado Luiz Henrique Marques, responsável pela prisão.

Agora, a polícia continua a investigação para identificar se o médico fez outras vítimas e criou algum tipo de perfil falso na internet para se comunicar com crianças e adolescentes, com o objetivo de obter os conteúdos de pornografia infantil.

De acordo com a polícia, o Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) afirmou que Andres não era credenciado no conselho entre os anos de 2020 e 2021, data em que teria cometido os crimes contra pacientes durante cirurgias. Caso a informação seja confirmada, o anestesista ainda pode responder por exercício ilegal da profissão.

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