Governo nega ter pedido para Fiocruz produzir cloroquina

Ministério da Saúde diz que medicamento é adquirido para atendimento ao Programa Nacional de Controle da Malária

Brasília – O Ministério da Saúde negou nesta quinta-feira (11) ter solicitado que a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) produzisse 4 milhões de comprimidos de cloroquina. O medicamento, sem eficácia comprovada contra a Covid-19, é defendido pelo ministro Eduardo Pazuello e pelo presidente Jair Bolsonaro como forma de tratar a doença respiratóra causada pelo novo coronavírus.

Pazuello e Bolsonaro defendem uso da cloroquina contra a Covid. (Foto: Joédson Alves/EFE)

“Não foi concretizada a aquisição de 4 milhões de unidades de comprimidos de disfosfato de cloroquina 150 mg com recursos alocados à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) pela MP (Medida Provisória) 940”, garante a pasta, em nota.

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De acordo com o ministério a cloroquina 150 mg é adquirida para atendimento ao Programa Nacional de Controle da Malária no Brasil. A OMS (Organização Mundial de Saúde) afirma que o remédio é ineficaz no tratamento de pacientes com Covid-19.

O medicamento foi amplamente defendidos pelo presidente Jair Bolsonaro desde o início da pandemia. Na semana passada, ele reafirmou que tomou o remédio e assim como várias pessoas que conhece não teve nenhum problema. “Se não faz mal, por que não usar?”, questionou.

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