Homem negro é espancado até a morte em supermercado no Brasil; Veja o vídeo

Os dois suspeitos de terem espancado a vítima foram presos em flagrante

Porto Alegre – Na véspera do Dia da Consciência Negra, comemorado nesta sexta-feira (20), João Alberto Silveira Freitas, 40,  foi espancado e morto por dois homens brancos no Supermercado Carrefour em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. As imagens da agressão foram gravadas por uma funcionária e circulam nas redes sociais.

(Foto: Reprodução)

Nas imagens é possível ver dois homens brancos, vestindo roupa preta, dando socos no rosto da vítima, que já está no chão. Uma mulher que estava próxima deles filma a ação dos agressores. Em seguida, já com sangue espalhado pelo chão, outras pessoas aparecem em volta do homem agredido, enquanto os dois agressores continuam tentando imobilizá-lo no chão.

Veja o vídeo:

Segundo informações, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) tentou reanimar a vítima depois que ele foi espancado, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Os dois suspeitos de terem espancado a vítima foram presos em flagrante. Um de 24 e outro de 30 anos. Um deles por ser policial militar foi levado para um presídio militar. O outro é segurança do supermercado e está em um prédio da Polícia Civil. O crime está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Porto Alegre que trata como homicídio qualificado.

Nota

Após o crime, o Carrefour informou que lamenta profundamente o caso e que iniciou rigorosa apuração interna. Além de tomar providências para que os responsáveis sejam punidos legalmente.

Segundo a nota, o supermercado chamou o ato de criminoso e anunciou o rompimento do contrato com a empresa que responde pelos funcionários agressores.

A Brigada Militar informou que o policial militar envolvido na agressão é “temporário” e estava fora do horário de trabalho. Segundo o comunicado, as atribuições dele na corporação são limitadas à “execução de serviços internos, atividades administrativas e videomonitoramento” e “guarda externa de estabelecimentos penais e de prédios públicos”. A Brigada não informou o que ele fazia no mercado.