Luz oscila e água ainda está em falta no Amapá, dizem moradores

Intervenção do governo federal reestabeleceu parcialmente a energia, mas moradores de Macapá relatam ao GDC situação precária

Manaus – Por cinco dias o Estado do Amapá amargou um apagão geral de energia a após um incêndio na central de fornecimento. A intervenção do governo federal reestabeleceu parcialmente a energia, mas moradores de Macapá relatam ao GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC) que a situação ainda está bastante precária e que, além da luz, a falta de água é o que mais preocupa.

Dois ilustradores de Macapá, Thainá Rodrigues e Crystieê Santos Barros, informam que há lugares que ainda nem entraram no racionamento da cidade, continuam sem energia desde a última terça-feira (3).  “Eu moro no bairro Santa Rita e uma vizinha que mora no mesmo bairro, continua sem luz”, afirma Thainá Rodrigues.  “Esse racionamento não atingiu todo mundo. E sem energia o alimento estraga e não tem água. E imagina a gente sem água em uma pandemia? Não tem como higienizar”.

Moradores relatam situação desesperadora: ‘Não tem água para se higienizar’ (Foto: Redes de Whatsapp do Amapá)

Para Crystieê Santos, o racionamento anunciado além de não chegar a todos, também não cumpre os horários divulgados em uma tabela. “Os moradores estão compartilhando que a energia chega para alguns e outros nãos e que os horários não estão sendo cumpridos. Agora se aqui na capital está assim, imaginem como está nos outros municípios”, alerta.

Nesses dias de apagão, os ilustradores conseguiram ver o pior e o melhor lado das pessoas durante uma situação de calamidade. “Tem havido muita exploração nos preços, alguns produtos tiveram aumento de até 400%. Água e gelo estão em falta, principalmente para os moradores das áreas mais desassistidas”, diz Crystieê.

Para Thainá, outra coisa que incomodou os amapaenses foram as demonstrações de xenofobia e até de descaso por parte de pessoas de outros Estados, diante do drama no Amapá.  “Quando consegui ter sinal de internet me surpreendi com a falta de empatia de muitas pessoas, fazendo comentários nas redes sociais, como se aqui  não fôssemos importantes, não votássemos e nem pagássemos impostos”.

Mas os ilustradores também relatam muitos exemplos de solidariedade entre os próprios amapaenses. “Aqui no condomínio onde moro, teve quem liberasse a piscina para as pessoas usarem a água. Quem tem gerador permitiu fazer extensão para ligar a geladeira em outras casas”, conta Crystieê.  Thainá também cita exemplos de moradores que compartilharam a água com a vizinhança para banho e outras necessidades básicas.

Na internet vakinhas foram abertas com o tema S.O.S Amapá, para levar donativos. Uma delas está no link: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/sms-apagao-amapa. Em Belém, uma companhia aérea está aceitando cestas básicas para levar para as famílias do Estado. “Uma ajuda importante das pessoas dos outros Estados é cobrar ajuda para o Amapá e não deixar o problema cair no esquecimento. É preciso divulgar mais o que acontece aqui”, apela Thainá.

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