M4: borrifada em papelão, nova droga é encontrada em presídio

Método de produção é semelhante ao dos entorpecentes K, mas, segundo especialistas, ainda é mais letal

São Paulo – Porções da nova droga M4 foram apreendidas na quarta-feira (6), em Franco da Rocha, região metropolitana de São Paulo, por peritos do Instituto de Criminalística (IC).

(Foto: Reprodução / Record TV)

O método de produção é semelhante ao das drogas K, mas, segundo especialistas, não se trata de um canabinoide sintético e sim de um extrato da maconha. “As drogas K são muito mais perigosas”, disse o Diretor do Núcleo de Exames de Entorpecentes do IC, Alexandre Learth Soares, em entrevista à Record TV.

O entorpecente foi encontrado pela primeira vez em abril do ano passado no presídio de Paraguaçu Paulista, no interior do estado. Após a data, houve ainda ao menos outras sete apreensões da M4.

Uma resina rica em Tetrahidrocanabinol) (THC), a principal substância psicoativa encontrada nas plantas do gênero Cannabis, é borrifada em um pedaço de papel. “O traficante espalha pela cartolina e consegue inserir o produto mais facilmente no sistema prisional”, explicou Soares.

Neste ano, chegaram em média 192 kg de droga por dia para serem analisadas no IC. O trabalho dos peritos criminais em identificar as substâncias tóxicas é importante para encontrar o tratamento adequado.

“A gente está muito preocupado em caracterizar a droga que a gente aprende no estado de São Paulo, para gerar informação para que o usuário possa ter um melhor atendimento em caso de intoxicação ou em caso de overdose”, afirma o especialista.

 

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