Mãe aprende Libras para promover inclusão do filho surdo

No dia do Intérprete, conheça a história de Tatiane e João e da professora Doani, que usa as aulas para transformar vidas

São Paulo – Neste dia do Tradutor e Intérprete de Libras, comemorado em 30 de setembro, você vai conhecer a história de João, um menino que surdo que dá uma lição sobre inclusão e como a professora Doani Emanuela Bertan, indicada ao Teacher Prize, o Nobel da Educação, trabalha com Libras (Língua Brasileira de Sinais) para transformar a vida de crianças.

Mãe aprende Libras para promover inclusão do filho surdo. (Foto: Divulgação)

Tatiane Barros, 37 anos, é mãe de João Pedro Ferreira, 11 anos, que possui surdez profunda bilateral (ambos ouvidos) que foi diagnosticada quando o menino ainda era bebê. Ao receber o diagnóstico, veio a necessidade de superação e de aprender Libras .

“Ser mãe já uma enorme mudança, mas quando soube da surdez do meu filho eu não me apavorei, a minha única preocupação naquele momento era onde buscar orientações e instruções seguras para seguir nesse novo caminho com meu filho”, conta Tatiane.

Segundo dados da PNS (Pesquisa Nacional de Saúde), em 2019 havia 31 mil crianças de 2 a 9 anos de idade com deficiência auditiva no Brasil. Mesmo período em que Tatiane decidiu se dedicar por tempo integral ao filho João e também aos estudos de Libras para que pudesse se comunicar com seu filho. O ensino de Libras na educação é parte da integração do estudante com a escola e também com a sociedade.

Segundo a mãe de João Pedro, por mais que existam lutas por inclusão, nem todos estão dispostos a oferecer a acessibilidade. “Eu ensino meu filho a conviver com a sociedade ouvinte, porque nem sempre estarei como acompanhante.

Segundo a professora Doani, se o ensino de Libras percorresse desde a educação infantil até o ensino médio ajudaria a reduzir os impactos diários na vida de uma pessoa com surdez. “Essa também é uma forma para garantirmos a acessibilidade.”

Ainda segundo a professora, vivenciamos a exclusão dentro da inclusão. “Precisamos de representatividade. O atual cenário nos mostra pessoas que não são surdas decidindo por legislações que possam atender o público surdo, pessoas que não tem deficiência, decidindo por quem possui.”

“A educação transforma vida. E é exatamente esta oportunidade que eu desejo oferecer para as pessoas com surdez”, diz.

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