Mãe de lutador morto posta homenagem: ‘tá faltando um pedaço de mim’

Tenente da Polícia Militar foi preso temporariamente sob acusação de balear Leandro Lo na cabeça, na madrugada de domingo (7)

São Paulo – A mãe de Leandro Lo, campeão mundial de jiu-jítsu que morreu após ser baleado na cabeça durante uma briga na madrugada de domingo (7), durante show na zona sul paulistana, Fatima Lo, publicou uma homenagem ao filho nas redes sociais nesta segunda-feira (8).

“Meu herói, lindo da mãe! Você foi um presente de Deus na minha vida. Vou sentir tanta sua falta, tá faltando um pedaço de mim. Te amo eternamente filho amado. Guardarei as lembranças boas que foram muitas. Você fazia eu me sentir a mãe mais amada do mundo, muito obrigada pelo seu amor, seu cuidado. Te amo muito, saudade eterna“, escreveu Fatima.

 

 

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Mais cedo, a mãe da vítima havia relatado que o filho e o tenente Henrique Otavio Oliveira Velozo, acusado de matar o lutador, já se conheciam, e que o suspeito também praticava jiu-jítsu.

Velozo se entregou à Corregedoria da Polícia e teve a prisão temporária decretada por 30 dias. Ele permanecerá no presídio Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, como definiu a Justiça nesta segunda.

Condenação por caso de agressão em 2017

Mais cedo, o Tribunal de Justiça Militar (TJM) confirmou que o policial cumpria pena em regime aberto desde 20 de julho por ter agredido um PM durante uma confusão em uma balada na zona oeste de São Paulo, em outubro de 2017.

Henrique Velozo e o primo Iury Oliveira Nascimento frequentavam a casa noturna The Week. Um grupo de sete pessoas começou a discutir com Iury e, em determinado momento, partiu para cima da vítima e de Henrique. Ambos ficaram feridos.

Todos os envolvidos foram expulsos da balada e a Polícia Militar, acionada. O policial Flávio Alves Ferreira, que estava atendendo à ocorrência, se afastou, com um braço, de Henrique, que desferiu um soco no rosto dele. O policial de folga, que aparentava estar embriagado, também desacatou outros policiais no local.

Em 15 de setembro de 2020, Henrique foi julgado e absolvido em primeira instância, uma vez que as agressões não estavam evidentes no corpo de Flávio. Porém ele foi julgado em segunda instância após uma apelação do Ministério Público de São Paulo, desta vez com vídeos que comprovavam as agressões. O policial foi condenado a cumprir nove meses em regime aberto, que começaram em 20 de julho deste ano.

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